Sou dono do tempo, do infinito e do etéreo espaço,
De tudo ou de nada, de quanto só me rodeia!…
Das nuvens e ventos, das águias, da Lua Cheia,
Do Sol brilhante, de tudo que faço e não faço!…
Sou dono da chuva, da neve, dos indómitos temporais,
Das estrelas cintilantes, que brilham na noite escura,
De toda a natureza, das serranias cinza ou de verdura,
Do cântico dos melros que pululam nos choupais!…
Sou dono só de mim!… vivo a par com a saudade
Que me tempera os dias, amenizando os sofrimentos,
Me erguendo o olhar para lá do mar!… só para te ver!…
Sou dono só de mim!… companheiro irmão da Liberdade!…
No meu peito florescem de fogo e nobres os sentimentos,
Regados com sorrisos de alma, que olhos teimam em esconder!…
José Agostinho Fins
Agrochão – Vinhais













