Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro

Orgão da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa

Archive for Novembro, 2007

GRUPO DE TEATRO DA CTMAD

Posted by ntmad em 29 11 2007


Actor Fernando Marinho,
 responsável pelo Grupo de Teatro da CTMAD

Com boa assistência o Grupo de Teatro da CTMAD apresentou-se a 22 de Junho no  Salão Nobre dos Bombeiros Voluntários de Queluz, com a peça “Casa de Pais”, tendo arrancado da assistência forte ovação.

Num jantar de confraternização e camaradagem realizado na CTMAD, no dia 29 de Outubro, comemorou-se o 1º aniversário da estreia oficial do Grupo.

Está o nosso Grupo de Teatro disponível se apresentar com a peça “Casa de Pais” às solicitações das Câmaras Municipais de Trás-os-Montes e Alto Douro, assim como das Casas Regionais congéneres ou outras entidades interessadas.

Continuamos à espera de novos actores (amadores) e outros colaboradores para integrarem o Grupo.

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CONCERTOS E ÓPERAS EM S. CARLOS – Bilhetes com 30% de desconto

Posted by ntmad em 23 11 2007

O “Rigoletto” de Verdi que, com “A Traviata” e “O Trovador”, pertence à denominada triologia popular deste compositor, é uma das óperas desta temporada 2007-2008.

No jornal anterior pode reler alguns comentários pessoais a esta ópera cujo libreto foi inspirado na obra de Victor Hugo “Le Roi s’ammuse” que se representava à época em Paris, motivando de imediato Verdi que, por razões da censura vigente, teve de sibstituir a figura de “rei” (então intocável), por um aristocrata, neste caso duque de Mântua.

Temos bilhetes de grupo (poucos) para os dias 17, 18 e 20 de Dezembro – contacto Maria Virgínia 213 471 829 e 966 138 761. Há também bilhetes para “Os contos de Hoffmann” de Ofenbach a 9 de Abril e para “A Tosca” de Puccini a 17 de Maio. As óperas começam às 20 horas, excepto “A Tosca” cujo espectáculo é às 16 horas.

Gosto de lembrar que ninguém é conduzido ao lugar, quando as luzes se apagam e entra o maestro, sendo necessário esperar pelo intervalo.

Tal como anunciado, no dia 19 de Outubro, cerca de 40 asociados, familiares e amigos emocionaram-se com uma Gala de Ópera seguida da Nona Sinfonia de Beethoven.

Vários cantores líricos cantaram (e encantaram) reconhecidos trechos de óperas. Entr os cantores ouvimos o notável José Cura cuja carreira polifacetada se concretiza também na direcção de orquestra, tendo sido ele a dirigir a Nona Sinfonia, na segunda parte do do espectáculo.

Nunca será demais repetir que a Nona Sinfonia, com a Ode à Alegria, é Património da Humanidade e a mais convincente das imagens da Utopia.

“Todos os homens se tornam irmãos”, o mais célebre verso do poema de Schiller “An die Freude”, genialmente musicado por Beethoven no 4º andamentoda sua Nona Sinfonia, emocionou-nos a todos porque o espectador também se dá ao espectáculo quanto o artista. esse fluido mágico, entre o palco, arte de dar, perpassou na sala, arte de receber, activa e calorosamente.

Aquelas palavras cantantes que Beethoven (apesar do seu cárcere de viver na surdez profunda) nos fez escutar imersos no belo, tornou real e possível, “todos os homens se tornam irmãos”.

E José Cura, então maestro, no meio dos muitos aplausos finais, levanta a partitura da estante e ostenta-a nas suas mãos, reafirmando ao público que o grande criador da obra é Ludwig Van Beethoven.

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SÍNTESE NOTICIOSA OUTUBRO / NOVEMBRO

Posted by ntmad em 21 11 2007

FEIRA DE ARTESANATO E GASTRONOMIA, EM VILA REAL

Vai decorrer, ou já decorreu, (conforme a data da publicação do jornal) entre os dias 29 de Novembro e 2 de Dezembro. Trata-se de uma excelente amostra das actividades artesanais e gastronómicas de todo o distrito e não apenas do concelho. Danças e Cantares da Região animarão a festa. A Feira, que vai na X edição, é uma organização da NERVIR, com a colaboração da Câmara Municipal. Este ano terá a participação das cidades geminadas com Vila Real.VINHOS PORTUGUESES ENTRE OS MELHORES DO MUNDO
A conceituada e influente revista norte-americana Wine & Spirits colocou quatro vinhos portugueses entre os 100 melhores do mundo. Destes 4, três são da nossa região: Quinta do Crasto 2004, Douro; Taylor Porto Vargellas 2004; Taylor Porto Vargellas Vinha Velha, 2004. O outro vinho referido é o vinho verde Alvarinho, Quinta do Feital,2005.

MAQUINARIA ENTRA NAS VINDIMAS DO DOURO.
Ainda não é vulgar, mas o caminho está aberto. As vindimas feitas por vindimadores e vindimadeiras está em vias de desaparecer. Com efeito, a máquina vindimadeira entrou nas vinhas do Douro e dadas a suas aptidões em eficácia, rapidez e redução de custos é uma séria candidata à substituição da mão de obra humana. Numa experiência, que se repete pelo segundo ano consecutivo, uma máquina de grandes proporções, conhecida por Barrere, esteve em acção no planalto de Alijó, na Quinta Casal da Granja, da Real Companhia Velha, e efectuou o trabalho de vindimar com grande eficiência, sendo manobrada por apenas um homem. Devido às características dos terrenos durienses a introdução generalizada da vindima mecânica ainda vai tardar, mas o futuro já começou.

AERÓDROMO DE MIRANDELA QUER SER O MELHOR DA REGIÃO
A pista actual de 800 metros de comprimento foi recentemente alcatroada e o hangar existente recebeu obras importantes de beneficiação. Os 400 mil euros investidos são apenas um estímulo para novos voos, pois o presidente do Aero Clube espera que sejam construídos dois novos hangares, um posto de abastecimento, uma torre de controlo para fazer dele um aeródromo capaz de satisfazer as exigências necessárias à realização de eventos ligados à aeronáutica civil.

TORRE DE MONCORVO, TERRA DA AMÊNDOA
Entre os dias 04 e 07 de Outubro decorreu a II Mostra de Vinhos, Amêndoa e Stock’s, uma organização da Associação dos Comerciantes e Industriais, do concelho (ACIM). Houve concurso muito concorrido de doces de amêndoa e dele saiu a ideia de criar um bolo típico da terra com características específicas capazes de permitir a sua identificação regional e com a durabilidade necessária para poder ser comercializado nas grandes superfícies de todo o país. Uma boa ideia à espera de concretização

PROTESTO POPULAR NA FRONTEIRA ENTRE MIRANDELA E MACEDO
É engraçado o episódio e revelador da persistência de “vícios” antigos na nossa terra. Vejamos: a aldeia de Vilares do Monte pertence ao concelho de Macedo de Cavaleiros e a aldeia de Vilares da Torre fica do lado de Mirandela. Ora a Câmara Municipal de Macedo resolveu alcatroar a estrada que liga as duas povoações, mas fê-lo apenas até ao limite do seu concelho. Os restantes 1600 metros de estrada situados no concelho de Mirandela continuam em terra batida e em estado de degradação. Face a tão visível descriminação, as populações reuniram-se no local protestando contra a Câmara de Mirandela. O Presidente da Câmara mirandelense apresentou razões que considera válidas, mas nós perguntamos: Não teria sido possível um acordo entre as duas autarquias evitando esta situação que, no mínimo, é caricata? Pelos vistos, não. Que pena!

FAVAIOS PROMOVE FESTIVAL
A vila de Favaios, no concelho de Alijó, conhecida pelo seu famoso pão e celebrado vinho moscatel serviu de palco, nos dias 13 e 14 de Outubro, ao I Festival das Aldeias Vinhateiras. Um vasto programa recreativo e cultural foi executado pela Oficina de Teatro, pelo Grupo de Cantares, ambos de Favaios, pela Banda Musical de S. Mamede de Ribatua, pelos Zés Pereiras de Sanfins do Douro, Grupo de Percussão de Bidons e outros.
Entretanto, outras aldeias vinhateiras como Barcos, Provesende, Favaios, Ucanha e Salzedas receberam estruturas sinaléticas bilingues (português e inglês) para melhor conhecer e interpretar os pontos de interesse histórico e turístico.

PATRIMÓNIO HISTÓRICO BRAGANÇANO EM RECUPERAÇÃO
No Mosteiro de Castro Avelãs, por iniciativa do IGESPAR (ex-IPPAR) vão recomeçar as escavações nos terrenos contíguos à igreja, com o objectivo de pôr às claras a planta do mosteiro medieval ali existente. O telhado da igreja vai ser objecto de uma intervenção para evitar a infiltração das chuvas
Também já deviam ter começado as obras previstas de intervenção e preservação do monumento ex-libris da cidade, na Domus Municipalis, que incluem limpeza dos granitos, conservação de madeiras, colocação de portas, reparação do telhado. O orçamento, neste caso, é de 30.000 euros, tendo a Caja Duero, espanhola, comparticipado com 15.000.

MONTALEGRE CRIA GABINETE DE APOIO AO EMIGRANTE
Com a presença do Secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, foi assinado em Montalegre o protocolo que cria um gabinete destinado a informar os emigrantes de todos os direitos e obrigações que lhe dizem respeito. Montalegre é um concelho de tradição emigrante, havendo barrosões espalhados por todo o mundo com incidência em França e Estados Unidos.

SERÁ VERDADE?
Leio e não acredito. Mas nunca se sabe. Há sempre quem arranje razões “válidas” para tudo. A questão é saber se serão as mais válidas. Por ter sido classificada, há cinco anos, como “ponte perigosa”, dizem que a ponte sobre o rio Sabor entrou agora em obras de manutenção. Se não houver derrapagem, a EP (Estradas de Portugal) vai gastar, pelo menos, os 634 mil euros orçamentados. Acontece, porém, que dentro de poucos anos, se o projecto da barragem não desabar, a referida ponte ficará submersa afundando consigo, para sempre, os 634 mil euros de todos nós. Será possível que aconteça? Parece que sim, que vai ser possível.

A PRIMEIRA COOPERATIVA DA CASTANHA, EM TRÁS-OS-MONTES
Nasceu em Macedo de Cavaleiros, no dia 06 de Setembro, com o nome “Cooperativa Agrícola Soutos Os Cavaleiros”, mas só no dia 18 de Outubro foi apresentada ao público. Constituída por 31 sócios fundadores, tem como objectivo preservar os soutos e promover a castanha, fazendo dela a marca distintiva do concelho.

O MAIOR POTE DE FERRO DO MUNDO
Já foi inscrito no livro Guiness e bate o record dos potes. Tem uma altura de 2,10 metros, uma boca com 1,60 metros de diâmetro e capacidade para 1000 litros. A iniciativa pertenceu à organização da Norcaça & Norpesca, sedeada em Bragança, com o objectivo de promover a caça e a gastronomia a ela ligada. No dia da apresentação funcional, o pote cozinhou 700 quilos de carne de javali satisfazendo o apetite a cerca de 2000 comensais. Para mexer “o cozido” foi inventado um engenho apropriado. Também se tornou necessário fazer um molde especial para a fundição em Albergaria a Velha, onde o pote teve de ser fundido. Enfim, um grande pote, capaz de fazer inveja aos potes grandes das cozinhas das nossas avós.

HOMEM E BURRO ATROPELADOS
Aconteceu em Carção,Argoselo, concelho de Vimioso, na estrada nacional nº 218. Um camião abalroou o homem que cavalgava o burro e do choque resultou a morte de ambos. O homem chamava-se Aníbal do Nascimento e tinha 76 anos. Esta estrada, muito utilizada por animais e máquinas agrícolas, torna-se perigosa devido ao seu traçado sinuoso e falta de sinalização apropriada

MORAIS HOMENAGEOU A PADROEIRA
Aldeia do concelho de Macedo de Cavaleiros, Morais, durante três dias esteve em festa. Quermesse, conjuntos musicais, feirantes, turistas, festeiros, encheram a terra de movimento, de sons, de alegria. Cerimónias religiosas e uma luzidia procissão com oito andores honraram Nossa Senhora da Oliveira, a padroeira mui amada das gentes de Morais.

MIGUEL TORGA RECORDADO EM PARIS
Integrada nas Comemorações Centenárias do escritor transmontano, a Fundação Gulbenkian realizou, em Paris, nos dias 17 e 18 de Outubro, um colóquio sobre a obra de Miguel Torga. Foram enviados convites especiais a professores de todas as universidade francesas onde se ensina o Português. Eduardo Lourenço, Manuel Alegre e a filha do escritor, Clara Rocha, foram participantes. A língua utilizada foi o Francês.

AS CORRIDAS DE AUTOMÓVEIS EM VILA REAL
Após 16 anos de interregno, provocado por um grave acidente que matou quatro espectadores, nos dias 5,6 e 7 de Outubro foram reatadas as tradicionais corridas de automóveis. Milhares de pessoas ( fala-se em 40, 50 e mesmo 70.000 espectadores ) esgotaram as disponibilidades de alojamento num raio de 70 quilómetros e encheram de movimento entusiástico as estradas da região e as ruas da cidade. As várias provas decorreram sem incidentes, nem acidentes e a organização revelou-se eficaz e à altura das exigências do espectáculo. Os vilarrealenses voltaram a respirar o orgulho de outros tempos e ao sucesso do 40º Circuito, vão responder, já em Junho do próximo ano, com a realização do 41º Circuito Automóvel de Vila Real.

PESSOAS

Ricardo Matosinhos
É natural de Valpaços. Aos 14 anos ingressou na Escola Profissional de Arte de Mirandela, cursando música em instrumentos de sopro. Tem 25 anos, passou por várias orquestras, tem ensinado música em várias escolas e colégios, toca em grupos. Acaba de ver reconhecido o seu talento ao ser premiado com o 2º prémio na categoria de trompa, nível superior, na 21ª edição do Prémio Jovens Músicos 2007, iniciativa da Antena 2. Parabéns.

FALECIMENTO

ANTÓNIO CABRAL, POETA DO SENTIR TRANSMONTANO

“Morreu o António Cabral. Morreu esta madrugada (23/10/2007) e o funeral é amanhã na igreja de N.S. da Conceição, às 15 e 30”.
Foi com estas palavras que o Dr. Barroso da Fonte me anunciou a morte do amigo comum. O anúncio não teve o efeito do choque – atravessada a fronteira dos 70 a porta está sempre aberta para receber sem surpresa notícias destas – mas deixou-me na alma o lastro de uma tristeza bem funda. E regressei, em viagem fugaz de saudade, ao passado distante, quando o Cabral me escolheu para actor de um drama que escreveu e foi representado, no Seminário, nas férias do Carnaval, (1947) ao início da sua carreira poética, quando me lia poemas que fazia, me perguntava se gostava e depois guardava num caderno escolar, quando, em vão, porque o poeta nasce e não se faz, quis teimosamente fazer de mim um poeta, quando me acolheu em casa dos pais para me dar a conhecer a sua terra, Castedo do Douro, que ele havia de cantar tão bem e durante toda a vida, ao tempo em que empreendemos, igual caminhada de generosidade e esperança que havia de revelar-se sem futuro porque fora iniciada com passadas de ilusão.
Sendo António Cabral, por mérito próprio, um dos mais ilustres transmontanodurienses e, como tal, credor do nosso orgulho regionalista é, sobretudo, o sentimento triste de ver o amigo partir, que, neste momento, me domina.
Toda a gente ligada à cultura, sobretudo em Trás-os-Montes e Alto Douro, conheceu António Cabral, (António Joaquim Magalhães Teixeira Cabral) a sua obra e a sua actividade.
Poeta, romancista, ficcionista, investigador, jornalista, dramaturgo, ensaísta, sacerdote, filósofo, professor, explicador, animador cultural, funcionário, fundador de serviços culturais e revistas, empreendedor de eventos culturais diversificados, estudioso, organizador e entusiasta dos jogos populares tradicionais, viajante ilustrado, amante de farras e tertúlias, sportinguista, marido amante e pai dedicado. E ficaria agora tempos infindos a falar desta personalidade eclética e grande… Mas não. O silêncio clama. Que descanse em Paz.
À esposa e às duas filhas, a viver horas de natural amargura, se estas palavras lerem, apresento sentidas condolências e as homenagens formais da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, de Lisboa.- Armando Jorge e Silva.

EVOCAÇÃO DE TRINDADE COELHO
Nas minhas deambulações pelas ruas de Lisboa, encontrei em alfarrabista um livro de ensaios de Mons. Moreira das Neves. O título “Camilo tal e qual” interessou-me e comprei. O último capítulo fala de Camilo e Trindade Coelho e, na última folha, o
autor escreve:

Se o nosso leitor desejar ver a “ampla mesa de pau preto”, as “duas estantes de madeira da mesma cor” e “a cadeira negra de espaldar de couro com pregaria”, onde Trindade Coelho, o exímio contista transmontano pôs termo à vida, desloque-se à Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, Lisboa. E no silêncio da alma faça uma prece ou, se preferir, uma simples evocação memorial.

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GRANDE MAGUSTO DA CTMAD, 18 NOVEMBRO 2007, 13:00, NO EXTERNATO MARISTA DE LISBOA

Posted by ntmad em 17 11 2007

EM BENFICA, RUA MAJOR NEUTEL DE ABREU, Nº11

(ALTO DOS MOÍNHOS)

 

 

GRANDE MAGUSTO

 

 TRASMONTANO

 

DOMINGO 18 NOVEMBRO 13:00 HORAS

ENTRADA LIVRE

 

PREÇO DO LANCHE (PÃO CENTEIO, FEBRAS, CASTANHAS, VINHO E JEROPIGA):
SÓCIOS COM AS QUOTAS EM DIA – 3 EUROS
GERAL – 6 EUROS

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LUÍS URGAIS APRESENTA LIVRO NA SEDE DA CTMAD, NO PRÓXIMO DIA 15

Posted by ntmad em 7 11 2007

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A RELIGIÃO E A COMIDA

Posted by ntmad em 5 11 2007

Enquanto estou a escrever esta crónica ainda decorre o Ramadão. Como todos sabem o Ramadão é um período de jejum dos muçulmanos que decorre durante cerca de um mês não podendo alimentar-se, os seus crentes, no tempo que decorre do nascer ao por do Sol. Faz parte das obrigações dos bons muçulmanos. Para alguns o período de jejum, e o sentimento da fome, faz-lhes pensar nos que têm fome e por isso se obrigam a contribuir para alimentar os pobres.

 

Para evitar riscos de não cumprimento, existem tabelas que indicam a hora, dia a dia, a partir da qual se pode fazer uma refeição. Já tinha estado várias vezes em países de religião muçulmana durante o Ramadão mas não tinha reparado na sua influência no quotidiano como assisti na Turquia. A primeira, e muito visível para um turista, é o anúncio em muitos restaurantes de preço especial para o “Iftar”, com indicação de preço fixo, e promocional, com a composição da ementa. Obviamente sem álcool. “Iftar” é o jantar que se segue ao período de jejum diário. No fim do Ramadão têm ainda um dia especial, que é o dia da quebra do jejum. Sem querer comparar podemos associar a Quaresma com o final no Domingo de Páscoa que é um dia de grandes comemorações gastronómicas.

 

Tive a sorte de ser convidado para participar num “Iftar” organizado diariamente por um negociante de tapetes. Nesta refeição estavam presentes para além do anfitrião, os seus trabalhadores e outros colaboradores, familiares e amigos. A refeição começou religiosamente às dezanove horas e dois minutos, conforme referia a tabela.

 

As mesas foram improvisadas pois o número de convivas ultrapassava a vintena. Não havendo lugares diferenciados as pessoas iam-se sentando à volta das mesas conforme iam chegando. Estava já colocado na mesa o pão, baixo e de mistura de farinhas, e uma salada de alface e tomate. Depois cada lugar tinha um prato, um copo, e uma colher e um garfo.

 

Foi colocado à frente de cada um de nós um prato alto com sopa: Sopa de Galinha com Aletria que vinha acompanhada com meio limão. O anfitrião avisa-nos que o limão é fundamental para o gosto da sopa e que cada um deve espremer a quantidade que entender. A sopa parecia um puré de cor clara. Provei sem limão e depois comi com limão. De facto a acidez do limão ajudava a compor o gosto final.

 

Enquanto comia, e porque as conversas fluíam com entusiasmo, não tive coragem de perguntar como se fazia esta sopa. Já terminada a refeição lá perguntei ao dono da casa, que me confessou ter sido ele a confeccionar, a receita. No meio de um inglês pouco fácil remeteu-me para um amigo, e conviva do jantar, que me explicasse a respectiva confecção. Julgo ter anotado com cuidado e assim: cortam-se cubos da carne branca de frango que se alouram em manteiga até ficarem apenas selados. Regam-se com caldo de carne com muita abundância e quando estiver a ferver junta-se aletria para cozer em conjunto. Junta-se massa de pimentão picante e tempera-se com sal e pimenta. Deixa-se ferver até estarem o frango e a massa muito bem cozidos. Retira-se do lume e reduz-se a creme com uma varinha mágica. Serve-se com sumo de limão. Não sei se a receita está completa. A sopa que lá comi estava deliciosa.

 

Depois foi servida uma taça grande de arroz branco, coberto de um apurado picado de cordeiro. Cada um com garfo ou colher retirava uma porção. Não havia pratos individuais, mas também não havia discussão dos pedaços retirados.

 

Para terminar os famosos Baklavas, doce típico turco que consiste num pequenos rolos de massa folhada recheados de frutos secos trabalhados com mel. Alguns acreditam que tem poderes afrodisíacos!

Para beber apenas água e refrigerantes, e no final o tradicional chá vermelho da Turquia.

 

Mas mais importante que a própria comida foi o acto de comer em conjunto. A forma como decorreu o encontro, valeu mais que o valor gastronómico da refeição e o quase festejo de se alimentarem depois do sacrifício imposto pela religião. Que confessam não ter sacrifício, algum expressando-se com convicção. Curioso notar que um elemento quase não comia. Discretamente interroguei-o e disse-me que não tinha muita fome pois cumpria pouco com aquela prática religiosa. Afirmava, nos seus vinte anos, que tinha descoberto os prazeres da vida…!

 

Estas questões de religião são sempre difíceis de abordar pois começa-se sempre por uma questão de fé. Naturalmente sem discussões. O curioso é observar como todas as religiões interferem, e sobretudo marcaram, nos hábitos alimentares em todo o mundo.

 

Concretamente a carne, que é um dos alimentos mais valorizados, é em simultâneo o produto mais perseguido, com mais medos, e mais proibido. Da mesma forma que é dos produtos mais exultados, e continuando a ser um elemento identificador da gula.

 

Se o cabrito, borrego ou cordeiro são dos animais mais aceites e glorificados na alimentação de várias religiões, o porco é o mais banido.

 

Cá por Portugal, ou por razões económicas (o porco faz parte dos alimentos de subsistência), ou por observação ou provação para denúncia dos judeus, elevámos, e com muito saber e múltiplos sabores, o porco a elemento permanente da nossa culinária regional. E mais com honras de alto pedestal, utilizando da ponta do focinho à ponta do rabo. E as suas entranham também.

 

O porco foi o principal elemento diferenciador entre os cristãos de um lado e os muçulmanos e judeus do outro.

 

Hoje em dia para muitos a religião passa pela estética do corpo e as carnes e outros alimentos são trocados por vegetais e muitas vezes por pouca comida… e com a ausência dos seus prazeres.

 

BOM APETITE!

 

© Virgílio Gomes

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A FOME !…

Posted by ntmad em 4 11 2007

por José Agostinho Fins

Fome!… alimento da abundância extravagante, gulosa, desmedida,

Nos salões dourados e palácios cristal da crueldade e vilania,

Nas noites negras do prazer, da cegueira mais esquecida,

Das figuras sem figura, de sorriso oco, de alma sem alma e vazia!…

 

Fome!… pasto da pobreza envergonhada, de olhar frio e baço,

Vivendo na esperança vã de não ter de seu mesmo nada,

Ou na revolta de não poder erguer-se da condição humilhada,

Estampada no rosto, de quem à caridade estende o braço!…

 

Fome!… prenúncio cruel de corpo sadio que vai morrendo,

Invólucro inerte de alma sofrida já feita toda em pedaços,

Em lancinante agonia, percorrendo os caminhos da sorte!!…

 

Bailado de salsas lágrimas no rosto de cera correndo

De mulher embalando já feito nada filho seu nos braços!…

Fome!… espada nua, afiada, sombra negra da morte!…

   

Agrochão – Vinhais

06/Setembro/2007    //    23:40

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GOMES MONTEIRO, VULTO DAS LETRAS TRANSMONTANAS E NACIONAIS

Posted by ntmad em 1 11 2007

por Paulo Sá Machado 

Até há bem pouco tempo poucos se lembrariam de algumas obras escritas por Joaquim Gomes Monteiro, assim como do seu rico e interessante percurso de Jornalista. Escritor, Ensaísta e Director de Jornais e Revistas, algumas delas referências no panorama literário nacional.

 

Depois da reedição de “Feras no Povoado”, um dos romances mais significativos de Joaquim Gomes Monteiro, edições Caixotim e incluído na prestigiada colecção “Caixotim Clássico”, a edição também em Galego numa tradução de Concha Martinez, “Feras na Vila – Memorias dun Guerrilleiro”, podemos dizer que Gomes Monteiro está junto aos Mestres da Literatura Portuguesa, lugar que há muito merecia ocupar.

        

A Câmara Municipal reconheceu o prestígio do Escritor e filho de Boticas, pelo que propôs ao Ministério da Educação que à Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos de Boticas, fosse atribuído o nome de Gomes Monteiro, o que veio a acontecer por Despacho nº 12 980/2007 de 31 de Maio. Assim as Escolas de Boticas foram rebaptizadas como Agrupamento de Escolas Gomes Monteiro, Boticas.

 

Gomes Monteiro nasceu em Boticas a 5 de Junho de 1893, filho de Joaquim Maria Monteiro Chaves, também natural de Eiró, abastado comerciante e industrial, com negócios em Ramos, Rio de Janeiro, Brasil, onde esteve estabelecido durante quarenta anos, e de Mafalda Gomes de Vilarinho Seco, lugar das Alturas.

 

Cedo foi Gomes Monteiro para o Porto, onde frequentou o Liceu. Com 19 anos de idade inicia as suas lides jornalísticas. Em 1912 dirige “A Voz de Leça”, para no ano seguinte, orientar e praticamente dirigir “Notícias de Cantanhede”.

           

No Porto, vive na Casa Amarela, na Rua Oliveira Monteiro, que pertencia a seus familiares e onde foi acolhido, após a sua saída de Boticas. Em 1913-1914 colabora no Jornal “A Manhã”

 

Após o seu regresso a Lisboa, em 1915, depois de ter participado em Angola, nas campanhas do sul da Colónia, entrou para o Diário “A Situação”, chegando a Chefe de Redacção. Seguidamente, transfere-se para a redacção do “Século”e passa para o “Diário de Notícias”. Começa por ser redactor, sobe profissionalmente e estava no arquivo quando a morte o leva.

 

O ano de 1932 é o de maior criatividade de Gomes Monteiro, publica o seu primeiro livro de poesia “As Mulheres que amaram Jesus”, com uma dedicatória “Às santas velhinhas da minha terra que embalaram a minha orfandade orgulhosa” e um importante depoimento-prefácio onde se identifica com as suas origens – Eiró – Boticas. Interessante verificar-se que Gomes Monteiro recorda com profunda saudade o seu Barroso, seu Eiró, a sua Boticas, sempre presente na sua obra.

 

Demonstra nesta obra a sua alma de poeta (que também o era), uma profunda tristeza por não ter sido acarinhado por seus pais, de quem sempre esperou uma palavra amiga, de um agasalho, de carinho.

 

Também publica “A Freira que morreu de amor (Soror Maria da Misericórdia)”, “… pretendemos fazer a apresentação duma freira portuguesa que, apaixonada por certo capitão francês, se perdeu e morreu de amor. Todos irão supor – estamos mesmo a vê-lo – que se trará da famosa Soror Mariana Alcanforado, de saudosíssima memória … Pois não é assim”.

 

Também em 1932, ” faz sair, “Vieira de Castro e a sua tragédia”, que dedica à Memória do “Zé Pires”, modesto condenado a trabalhos forçados no Depósito Geral de Degredados de Luanda, um interessante livro camiliano, onde o romancista e Ana Plácido são protagonistas

 

No ano seguinte 1933, sai “A inocência de Urbino de Freitas”, história romanceada do médico, Professor da Escola Médico Cirúrgica do Porto (mais tarde Faculdade de Medicina da U.P.) que foi acusado inocentemente (?) de ter envenenado os seus sobrinhos.

 

“A Dama do Seio Mutilado” dado à estampa em 1934 é uma obra  baseada no percurso amoroso de um seu Amigo, onde este lhe conta a sua história de amor, com uma donzela russa, que o levou ao suicídio em Londres.

 

Em 1941 e numa edição de Romano Torres, surge o livro de Gomes Monteiro dedicado a “Bocage Esse Desconhecido”, que é quase um repositório do percurso literário e poético de Bocage, para além de um retrato rectificativo do imaginário criado à volta do satírico, mordaz e inteligente poeta.

 

O “Anti-livro de S. Cipriano” mereceu na “Vida Mundial Ilustrada” de 16 de Abril de 1941 o seguinte referência: “Jornalista e escritor com uma obra sincera e fecunda como se impôs, há muito tempo, à consideração da crítica e à preferência do público. O ilustre romancista de “A Dama do Seio Mutilado”, o historiador de “As Duas Catarinas da Rússia”, o poeta de “As mulheres que amaram Jesus” e autor de tantas outras obras que, a seu tempo, mereceram os melhores louvores aos comentadores do panorama literário português, lançou agora um novo volume que, desde já se afirma como um extraordinário êxito de livraria – O Anti-livro de S. Cipriano” – obra cheia de curiosas revelações e de ensinamentos, mais uma notável contribuição para a sua brilhante carreira literária.”

 

O livro “Vencidos da Vida” – Relance Literário e Político da Segunda Metade do Século XIX – surge em 1944, numa edição Romano Torres. Aparece a célebre foto de Eça de Queiroz, Oliveira Martins, Antero de Quental, Ramalho Ortigão e Guerra Junqueiro, e uma outra já com o grupo de os “Vencidos da Vida” completo, onde, para além dos referenciados, se podem ver: Conde de Ficalho, António Cândido, Conde de Sabugosa, Carlos Lima Mayer, Carlos Lobo de Ávila, Marquês de Soveral e Conde de Arnoso.

           

A sua obra mais emblemática, “Feras no Povoado”, é um interessante e preciso relato da vida no Barroso, com especial incidência em Eiró – Boticas, editado em 1947, pela Empresa Nacional de Publicidade, este romance sobre Boticas e as suas gentes tem ilustrações de Stuart de Carvalhais (1) representando a Vila, como era em 1940.

           

Dedica o romance à sua irmã que não chegou a conhecer.

           

A veneranda freguesia do Eiró, situada na falda meridional do Leiranco, continua a ser, com pequena diferença, o que era há duzentos anos. Hoje, quem trepar ao planalto barrosão, encontrara ainda a brenha selvagem dos tempos de Nuno Álvares, que segundo a tradição, ali teve senhorios…

           

Assim inicia Gomes Monteiro o seu romance, um defensor do “cabralismo” raro para a época, contra os miguelistas e a esquerda liberal.

           

Como curiosidade, refira-se que este ano (2007) se assinalam 60 anos da edição das “Feras no Povoado” de Gomes Monteiro.

           

É o seu romance mais conhecido e reconhecido. É um hino de saudade a Boticas, como se pode comprovar, bem como ao seu início de vida.  

A Editorial Minerva publica em 1948 “O Drama de Gomes Leal” com inéditos do Poeta. É a resenha quase biográfica, a que Gomes Monteiro imprime um ritmo e uma escrita cheia de requinte literário, que faz com que o biografado realce sobremaneira. Um requinte de escrita.

Em 1950, publica o seu último romance “A Revisão do Processo de Jesus”, que mereceu no Diário de Notícias a 26 de Março, a seguinte crítica:

Joaquim Gomes Monteiro usa o pseudónimo de “Sérgio de Montemor”. Como Jornalista no Diário de Notícias chega a Chefe da Biblioteca do Arquivo do Diário de Notícias, onde morre ao serviço do Diário lisboeta.

           

Dirige também o Jornal “Sports” e a revista ” Cine”, tendo sido redactor e depois Director do “Arquivo Nacional”, substituindo em 1939, o Director Rocha Martins, um franquista que é deputado monárquico em 1919.

           

Gomes Monteiro dispersa a sua extraordinária actividade por outros jornais e revistas, sendo redactor do “A B C” e da “Ilustração”, dirigida por João de Sousa Fonseca e editada pela Livraria Bertrand.

 

Dedica-se a escrever sobre história, estudos histórico-literários, ensaios políticos, biografias, fazendo incursão pela poesia, etc, como atestam os inúmeros títulos publicados. Praticamente todos os livros são profusamente ilustrados, uma curiosidade para a época, neste género de trabalhos. É também tradutor consagrado, tendo traduzido obras de Alexandre Dumas, Victor Hugo, Ponson du Terrail, entre outros.

 

O escritor, ensaísta, historiador e jornalista morre a 8 de Dezembro de 1950, com 57 anos, na Freguesia de S. Sebastião da Pedreira, Lisboa.

 

Hoje podemos afirmar que Gomes Monteiro, para além de ter voltado ao escaparate das Letras Portuguesas, tem a admiração e respeito de todos nós.

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CONSELHO REGIONAL DA CTMAD – Reunião de 2007.10.09

Posted by ntmad em 1 11 2007

Reuniu o Conselho Regional da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro (CTMAD) no passado dia 9 de Outubro de 2007. A Ordem de Trabalhos Proposta foi:

1. Informações;

2. Sessão preparatória do Encontro Regional proposto pela CTMAD de Lisboa — Mirandela, Julho de 2007 ;

3. Outros assuntos de interesse geral.

A reunião iniciada às 18.20 horas, foi presidida pelo presidente da Mesa, Dr. Duarte Vaz, coadjuvado pelos Vice-Presidente e Secretário. Estiveram presentes 20 conselheiros, e justificaram a sua falta três conselheiros.

Iniciada a reunião, foi dada explicação aos Conselheiros do adiamento da reunião do Conselho que estava prevista para 2 de Outubro, a indisponibilidade do Vice-Presidente da Mesa. Seguidamente a acta da reunião anterior foi aprovada por unanimidade. No ponto de informações para além da referência ao aniversário da CTMAD, foi referido que o local aonde foi lançada a primeira pedra da Sede se encontrava muito maltratada, e que este facto era desmotivador dos sócios.

Passando ao segundo ponto da Ordem de Trabalhos, o Vice-Presidente da Mesa deu ampla informação aos conselheiros sobre a sessão de Mirandela em debate, por ter estado presente, tendo-se procedido a uma proveitosa troca de impressões, tendo sido referidos a importância de se prosseguir com esta iniciativa, e a necessidade de cada conselheiro estar cada vez mais em ligação com o respectivo Conselho, para ajudar ao sucesso destas iniciativas.

No terceiro ponto da Ordem de Trabalhos foi referida a necessidade de incluir na próxima ordem de Trabalhos um ponto sobre a questão da Sede social, e visto ser a última reunião, proceder-se ao balanço da actividade do Conselho Regional, devendo cada Conselheiro testemunhar de que modo contribuiu para a ligação ao Concelho de que é oriundo.

Sem mais questões a serem discutidas, e esgotada a Ordem de trabalhos, procedeu-se à marcação da próxima reunião, para o dia 11 de Dezembro pelas 18.00 horas, e o Presidente da Mesa deu por encerrada a reunião. Seguiu-se o habitual jantar de confraternização com a Direcção.

CTMAD, 9 de Outubro de 2007 .

A MESA DO CONSELHO REGIONAL DA CTMAD

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