Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro

Orgão da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa

Archive for Janeiro, 2009

Reconhecimento e agradecimento a colaboradores da CTMAD

Posted by ntmad em 29 01 2009

por  António Cepêda

Realizou-se no passado dia 5 de Dezembro, na Sede da CTMAD, um jantar de homenagem a alguns dos colaboradores que, desinteressadamente, têm dado o seu imprescindível contributo para que os eventos da Casa agradem a quem neles participa.

É justo, pois, destacar e louvar a acção de todos quantos, na sombra, organizam, preparam e distribuem as iguarias com que nos regalamos nas nossas festas sempre com um sorriso na face, como se de um negócio chorudo para eles se tratasse. E no entanto é apenas a solidariedade e amizade que os move, é o espírito de bem servir e de dedicação que os anima, são somente chamas de boa vontade e de amor pela nossa causa regional que depois fazem aquecer de alegria os corações de quantos nos visitam.

Estou-vos a falar de um grupo de amigos, liderado pelo nosso Vogal da Direcção Manuel Augusto Martins e constituído pelos Srs. Avelino Ferreira, José Gomes, Manuel Guedes, Nelson Morais, Pedro Contente e Tiago Ferreira, a quem prestamos, deste modo singelo, um preito de homenagem, reconhecimento e gratidão por tudo quanto têm feito pela nossa Casa desde há já mais de 4 anos.

Convidados, também, para tal jantar estiveram presentes os elementos do GRUPO MARANUS, nossos associados de há muito reconhecidos como embaixadores musicais da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro e que não podiam faltar num acontecimento que visava agradecer, igualmente, quem tanto tem feito pela divulgação e animação da nossa associação regionalista.

Bem hajam, pois, Araci Martins, Artur Alves, Marcolino Pinheiro e José Augusto Coelho, pelo vosso continuado e indefectível apoio. Nunca é demais felicitar-vos pelo dinamismo que emprestam a todos os convívios promovidos pela CTMAD Faltam palavras para exprimir o quanto a nossa Região vos deve por darem voz às cantigas do nosso povo e oxalá não vos falte o ânimo para continuarem a ser porta vozes do cantares transmontanos e alto durienses.

Foi um jantar onde o que menos contou foi a refeição. O importante foi a atmosfera ali vivida. No ar perpassaram sentimentos de gratidão para com quem tem ajudado a CTMAD a ser o que sempre foi e que continuará a ser: um espaço aberto às causas regionalistas e ao convívio das suas gentes. O ambiente, naquela noite de 5 de Dezembro parecia o de Natal. Um jantar de amigos que mais amigos ficaram, onde a fraternidade imperou e a amizade se cimentou.

 

Anúncios

Posted in A Nossa Casa | Leave a Comment »

Comenius Regio

Posted by ntmad em 28 01 2009

Novo Programa de incentivo à Mobilidade Escolar

por António Chaves

No passado mês de Novembro foi apresentado, em Bruxelas, o Programa Comenius Regio, que possibilita aos alunos portugueses – do ensino pré-primário ao final do secundário – a deslocação temporária, para estudo, numa região de outro país da União Europeia. No âmbito deste programa é possível não só contactar com estudantes locais, como acontece noutras acções de intercâmbio escolar, mas também participar nas actividades de um clube desportivo, frequentar uma biblioteca, ou visitar um museu, ou ainda actuar em grupos de trabalho ligados a sectores económicos com potencial no mercado de trabalho, ou simplesmente conhecer melhor o sistema de ensino do país anfitrião. O programa envolve também os professores que em contacto com os seus pares e estabelecimentos de ensino podem tomar contacto com boas práticas de ensino e diferentes experiencias de formação. Esta participação abrange, também, os próprios funcionários das escolas.

O Comenius Regio está inserido no quadro geral do Programa de Aprendizagem ao Longo da Vida 2007 – 2013 da União Europeia, que já incluía, nomeadamente, os seguintes subprogramas: Comenius  (ensino pré-escolar e ensino escolar até ao final do ensino secundário), Erasmus (ensino superior), Leonardo da Vinci (ensino e aprendizagem em estabelecimentos e organizações que oferecem ou promovem essa educação e formação) e Programa Grundtvig (ligado a todas as formas de educação para adultos).

Este novo programa de incentivo à mobilidade, diferentemente do programa Comenius, já existente, tem como vocação o fomento de novas oportunidades de cooperação regional, a nível de ensino. Neste caso o objectivo “não é envolver directamente os alunos, mas sim promover o desenvolvimento de cooperação estruturada entre as regiões parceiras do programa”, englobando, neste processo, outros agentes de educação que vão disseminar no processo educativo, os benefícios colhidos no Comenius Regio.

 As parcerias estão limitadas a duas regiões (uma delas tem de fazer parte da UE), que acordam o tema a abordar, em função do meio em que cada escola se insere. Educação para o empreendorismo, redução do abandono escolar, novas abordagens educativas – são, apenas, alguns exemplos, dentre um vasto leque de opções.   

As candidaturas ao Programa Comenius Regio devem ser entregues até 20 de Fevereiro de 2009; os candidatos vão ser seleccionados durante o Verão e as acções efectivas podem arrancar em Agosto. As candidaturas devem contar com uma autoridade local ou regional, pelo menos uma escola e uma ou mais instituições exteriores à mesma, mas relevantes para a Educação (clubes de jovens, associações de pais, clubes desportivos, empresas, etc.).

Aprender a aprender, aprender em parceria e aprender ao longo da vida são as traves mestras deste programa com um orçamento anual de 16 milhões de euros e uma duração de dois anos. Na opinião de Jan Figel, Comissário responsável pela área, esta é “a melhor forma de aproximação política” entre os povos e constitui uma boa contribuição para a modernização do sistema escolar europeu.

Experiencias nesta linha de aproximação dos povos têm já uma relevante trajectória de sucesso. O subsídio de férias apareceu em primeiro lugar em França em 1936, e a partir daí generalizou-se rapidamente a todos países da Europa Ocidental. Daqui resultou um incremento enorme do turismo e um contacto directo entre pessoas de diferentes culturas e origens como não seria possível imaginar antes. O desenvolvimento das comunicações e o turismo foram os principais vectores de aproximação das pessoas comuns ao logo do século xx, fazendo cair ideias feitas e preconceitos cimentados ao longo de séculos.

Posteriormente à Segunda Grande Guerra, a França e a Alemanha desenvolveram um intenso intercâmbio de contactos entre jovens com a finalidade de amortecer os ódios e sequelas do conflito bélico que se saldou em 56 milhões de mortos. A União Europeia é já responsável pelo mais longo período de paz na Europa. A ideia de que o Estado Nacional nos salva está completamente desajustada. É o preconceito preestabelecido por quem manobrou, com base no medo, a ordem social e política.

 A verdadeira liberdade resulta da capacidade da sociedade civil resolver os problemas que lhe vão surgindo pela frente.

Por isso incito os transmontanos a aproveitar esta singular oportunidade que privilegia as novas experiências, o conhecimento, o contacto concreto entre pessoas reais, sem crivos ou preconceitos. É cada vez mais claro que as regiões mais periféricas e enfraquecidas estão contaminadas pelo vício do subsídio tóxico, ao mesmo tempo que se instala na democracia local uma espécie de ditadura branda que dita o que está certo ou errado e onde apenas os grupos e personalidades instaladas têm o efectivo direito à liberdade de expressão.

Os principais beneficiários deste tipo de programas não  são, normalmente, os que mais deles necessitam, mas os que revelam capacidade e iniciativa para elaborar e apresentar projectos elegíveis. Aí está uma boa oportunidade para os agentes de educação evidenciarem, na prática a sua efectiva identificação com as necessidades e anseios das comunidades locais e regionais em que se integram.

Dentro do espaço comunitário europeu, Portugal continua a sobressair, pela negativa, nas percentagens de jovens com baixa literacia, no abandono escolar (antepenúltimo), nível de ensino concluído (em último lugar) e aprendizagem ao logo da vida (sexto a contar do fim). Conhecendo as diferenças de nível de desenvolvimento do interior norte relativamente à média nacional, é fácil concluir que não é possível deixar perder oportunidades como esta, se verdadeiramente lutamos pelo progresso das nossas terras, ou nos limitamos às tiradas de circunstância, para fins nem sempre confessados. É também uma excelente oportunidade para as forças partidárias locais mostrarem que estão realmente ao serviço do povo e não apenas interessadas no exercício do poder.

Posted in António Chaves | Leave a Comment »

Regresso à terra

Posted by ntmad em 26 01 2009

Há muitos anos que deixou de se utilizar a expressão “ir à terra”. Esta expressão servia de arreliação aos naturais de Lisboa ou Porto por não terem “terra”. Estas grandes massas de população que desenvolvem as capitais e as preenchem, nunca perdem a vontade de periodicamente voltarem ao sítio onde nasceram, onde reencontram as suas raízes e quantas vezes regeneram a alma para regressar ao bulício das grandes cidades. Mas nestes encontros de muita gente, os naturais das grandes cidades não entendiam muito bem este sentido do “ir à terra”. E nós, ou eu particularmente, dizia-lhes que eles não tinham “terra”. Lisboa e Porto não são “terras”. Aqui parece ilustrar-se bem o termo saudade. Talvez por essa necessidade de sentir a proximidade às “terras” permitiu o desenvolvimento das Casas Regionais.

Esse movimento não se aplica, contudo, à minha pessoa. Tenho um sentido de voltar à “terra” orientado por outras práticas que não, forçosamente, deslocar-me ao sítio. Em Lisboa tenho a presença constante de Trás-os-Montes e Alto Douro através de uma prática continuada ligada à cozinha e à mesa. Se é de Folar, ou de Bola Sovada, abasteço-me na Nilde. E já sei também onde encontro porco bísaro e vitela mirandesa, se as saudades são de outro apetite. Lá vou cozinhando em casa, ou presenteando-me em casa de outros patrícios com refeições que bem me fazem lembrar a “terra”. A sorte de ter sido educado, até ser adulto, em Bragança, e ter havido ainda a tradição das refeições em família, instalei, instintivamente, umas fórmulas decorrentes da educação do gosto, que ainda mantenho. A tradição da mesa é dos capítulos com que os portugueses, de uma maneira geral, celebram as saudades das suas origens. Por isso mantem-se uma bolsa de tradições alimentares um pouco por todo o mundo. O exemplo mais recente de instalação de uma tradição portuguesa que entrou nos hábitos alimentares de um país, é o nosso Bacalhau à Gomes de Sá (traduzido por Gratin de Morue), que é quase um prato nacional do Luxemburgo. Não sabem o que estão a perder estas novas gerações que, por comodismo, e alguma preguiça educacional, rapidamente decoram o número de telefone do distribuidor de pizzas!

Este ano, pelo Natal, voltei à “terra”. Época de fartura, que relembra a quebra do jejum imposto ainda na época medieval, que obrigava à penitência da gula durante um tempo alargado. Por isso na véspera ainda comemos o bacalhau e o polvo, e a partir da meia-noite, ou depois da Missa do Galo, começava-se com as carnes. O peru que veio, por moda, substituir o galo ou o capão. A alteração carnívora mudou, por facilidades? Ou um simples acesso à novidade? Estes festejos natalícios são bem o exemplo da absorção pelos crentes dos festejos profanos do antigamente. Neste data celebrava-se o solstício invernal até à fixação do dia 25 como a data da comemoração do nascimento de Cristo pelo Papa Júlio I no século IV.

Os doces com a grande variedade que agora se apresenta, será uma tradição instalada a partir do século XVI com a chegada a Portugal do açúcar de cana do Brasil. E claro o Bolo-rei mais recente, século XIX, que se transformou num doce nacional.

Repito que para mim “voltar à terra” não é necessária a deslocação geográfica. Mais importante é o manter das tradições que me deslocam emocionalmente. E com grande incidência à MESA.

Mas este ano “voltei à terra” para passar o Natal. Assisti a alguns progressos e comentei em laia de lamento alguns aspectos. Aplausos para a divulgação cultural dos cinco museus em Bragança. Mas porque fecham todos à segunda-feira? Às segundas não podem visitar museus? E porque não um ou dois fecharem às terças-feiras? Assim, quem sabe, muitos turistas não ficariam mais um dia? Já em anterior visita aplaudi a cafetaria do Centro de Arte Contemporânea Graça Morais. Fiquei surpreendido com a oferta de doçaria com incidência em castanhas, e com qualidade. Lá voltei e não havia nada com castanhas. Teria que encomendar. Não é assim que se marca uma referência que atrai clientes e se fidelizam. Já agora, a propósito de castanhas, a nossa terra foi pródiga em abastecimento até que estas foram destronadas pelas batatas. Não havia um receituário de doçaria que as incluísse. Nestes tempos de nova tendência culinária, em que a essência da qualidade passa que excelência dos produtos, acho muito bem que se inventem todas as receitas com castanhas aí produzidas. Lembro-me bem do Ouriço de Castanha e também do Marron Glacé. E porque não abandonar estar designação clássica da doçaria francesa, e como as nossas são diferentes, e chamar-lhe Castanha Glaceada com Chocolate?

Não pensem que estou a referir apenas desgraças. Há vários restaurantes que gosto bem de frequentar e são uma referência gastronómica regional. Cada um no seu género mas os meus preferidos são o “Geadas” e o “Manel”.

Mas a região tem evoluído bastante e vou referir apenas dois restaurantes que já são uma marca a nível nacional: “Flor de Sal” em Mirandela e “D.O.C.” entre a Régua e o Pinhão. Estes dois restaurantes representam a nova modernidade e também a forma como defender os produtos do “terroir” com confecções novas mas oriundas da tradição. Só consegue fazer cozinha contemporânea, ou moderna, aquele que dominar as artes tradicionais. No “Flor de Sal” pontua o Chefe Manuel Gonçalves e no “D.O.C.” o Chefe Rui Paula que recentemente publicou um encantador livro no qual apresenta a sua cozinha. Curiosamente apresenta duas receitas com a designação da região: “Milhos à Transmontana” e “Cabritinho Transmontano”.

Recentemente foi apresentado em Lisboa o livro “Palavras do Olival” da autoria de António Manuel Monteiro, editado por João Azevedo Editor, ambos de Mirandela. Tive a honra de apresentar esta obra a pedido do autor. Para mim este livro é um dos melhores três livros de 2008. Findos os discursos foi a vasta assistência presenteada com um cocktail, verdadeiro banquete de degustação à volta da azeitona e do azeite e que deixou os lisboetas boquiabertos com a variedade e excelente confecção. Para isso contribui o Chefe Manuel Gonçalves, a Escola de Hotelaria de Mirandela e a Confraria dos Enófilos e Gastrónomos de Trás-os-Montes e Alto Douro. Para vos levar a salivar neste início de ano vou citar as iguarias servidas: Sopa de abóbora com gengibre e um fio de azeite extra virgem de Trás-os-Montes e lascas de queijo Terrincho, Alcaparras de azeitonas transmontanas, Pasta de azeitonas, Bola sovada, Almôndegas de negrinhas de Freixo, Tronco de alheira, Pudim azeitado, Palitos azeitonados, Pães de azeite e azeitona, Marmelada de madurais, Bola de porco bísaro, Tostinhas com alheira, Queijo Terrincho em azeite, Torradas com azeite novo, Rojões de porco bísaro, Torta de laranja com pasta de azeitona, Bolachas de azeite e azeitona e Chá de rebentos ladrões das verdeais. Claro que com vinhos da região a acompanhar. Transmontanos no seu melhor!

Afinal como iniciei esta crónica verificamos que tão bom pode ser ir “à terra” como a “terra” vir até nós. E muito mais haveria para escrever.

BOM ANO e BOM APETITE !

© Virgílio Gomes,  virgiliogomes@virgiliogomes.com

Posted in Sabores da Nossa Terra | Leave a Comment »

Consoada 2008

Posted by ntmad em 26 01 2009

Decorreu no passado dia 19 de Dezembro, na nossa Sede, a tradicional ceia de Natal para associados e amigos. Os participantes, imbuídos do espírito da quadra, começaram a chegar cedo, ansiosos que estavam de rever amigos e actualizar conversas.

Como Virgílio Gomes diz no seu espaço nesta edição do jornal, há muitas formas de um trasmontano  ir à terra. E uma delas, muito fácil e barata, é vir à Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro. Frequentá-la e participar nas suas actividades, estimulando dessa forma todos os que aqui trabalham, a fazer mais e melhor. E vão ver como a terra fica perto. Voltando à noite especial, verificada a distribuição pelas mesas, dirigiram-se os presentes para os salões que rapidamente se encheram, para petiscar as entradas, antes do típico bacalhau cozido, com o acompanhamento habitual. Pena foi que se tivessem gorado todos os esforços para se conseguir, também, raba para cozer.

É que dias antes, para o jantar da tomada de posse do Conselho Regional, o nosso associado Dr. Abel Moutinho teve a “infeliz” ideia de trazer, da sua terra, uma raba de quase 4 kg. A maior parte dos presentes, que nunca tinha comido este delicioso tubérculo, exigiu que para a ceia, tudo fizéssemos para juntar raba à ementa. Tudo fizemos de facto, mas quanto a raba…nada (por favor respeite o leitor as reticências e não leia rabanada, que essas lá estavam no final para serem convenientemente acompanhadas por espumante).

No final, trocaram-se prendas, ouviram-se loas natalícias, e depois, já de corpo satisfeito e espírito aquecido e reconfortado, todos nos despedimos com votos de Boas Festas e Próspero Ano Novo.

Tinha assim chegado ao fim esta espécie de ensaio para a tão desejada CEIA EM FAMÍLIA que chegaria dali a cinco dias.

Posted in A Nossa Casa | Leave a Comment »

“Gostaria de morrer naquela noite”

Posted by ntmad em 24 01 2009

Um livro de Fernando Chiotte

por Antònio Cepêda

Acompanhado do seu editor Alexandre Gabriel da Zéfiro, esteve o autor na nossa Casa, no passado dia 6 de Novembro, tal como anunciado no anterior nùmero do NTMAD, para lançar e promover o seu mais recente livro, intitulado “Gostaria de morrer naquela noite”.

Embora a assistência pecasse por reduzida, nem por isso se escusou Fernando Chiotte a falar-nos, em tom familiar e coloquial, sobre os acontecimentos que sustentaram a atmosfera criada no seu romance. Na sessão, que não podia deixar de enfatizar as suas raìzes brigantinas, foram tecidas resumidamente as principais tramas que enformam o livro e ficou aberta a a garrafa de onde brotarâo, para os leitores, as sensaçôes e as vivências que o autor pretende transmitir.

A CTMAD só pode estar agradecida a Fernando Chiotte por nos ter escolhido para a divulgação da sua magnífica obra que, desde então, se encontra à venda na nossa sede, ao preço de 15 €.

Parabéns, caro conterrâneo e votos de continuaçãoda sua profícua produção literária, a par, é claro, da exemplar e muito conceituada actividade médica que vem desempenhando.

__________________________________________________
Fernando Jorge Chiotti Tavares nasceu em Bragança a 11 de Novembro de 1936, tendo-se licenciado em 1967 pela Faculdade de Medicina de Lisboa. É especialista em Oftalmologia pela Ordem dos Médicos. Fez o cursos de pós-graduação em Laserterapia Oftalmológica, como assistente no Hospital Universitário de Gent, Bélgica. É Chefe de Serviço de Oftalmologia no Hospital de Santa Maria, aposentado. É também Presidente da Sociedade Portuguesa Interdisciplinar de Laser Médico. É sócio da SOPEAM – Sociedade Portuguesa de Escritores e Artistas Médicos. Autodidacta, trabalhou durante dois anos sob a orientação dos pintores Manuela Pinheiro e Vitor Belém. Os seus trabalhos figuram em colecções particulares em Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Bélgica. Dedicou-se à escrita, e publicou o seu primeiro romance em Março de 2000, O Fechar do Círculo. Com esta obra ganhou o Prémio da Revelação-Ficção e Ensaio 1999 da SOPEAM. O seu segundo romance, com o título Cova de Lobo foi publicado em Outubro de 2001. Foi apelidado de “obra de fôlego” pelo Júri de Selecção de Novos Autores Portugueses 2001 do IPLB. Em Dezembro de 2003 foi publicado o seu terceiro romance Soltam-se as Amarras, tendo recebido a primeira menção honrosa da SOPEAM.

 

Posted in Livros | Com as etiquetas : | Leave a Comment »

Olá Minha Gente

Posted by ntmad em 3 01 2009

por José Augusto Coelho

Olá minha terra minha gente
Olá brisa que te comi com pão
De sementeiras de um trigo fulgente
Semeado a pulso dolente
Nas aradas rasgadas à mão

Minha eira de chão lambido
Pelo marasmo do tempo que passa
Pão e lágrimas em ti esquecido
Onde estás trigo vestido
Com grãos da minha fogaça

Suor escaldante no rosto
Que o vento norte lambia
As rugas da gente de Agosto
Nas esquinas de sol-posto
Trilhavas o pão de cada dia

Minha terra minha gente
Meu cântico adormecido
Candeia da minha mente
Luz da minha semente
Fonte do meu sentido

Onde estás quartilho de vinho
Que entravas no forno da alma
Na taberna do meu caminho
Fazias dançar o copinho
No rosto da tarde calma

Horizontes que tocam o céu,
Escondem lágrimas suor e castigo
As searas ondeavam ao léu
Num aroma a feno que é teu
De ti meu canto de abrigo

Trindades da madrugada
Afonia sem madrigal
Já não chamam
Já não clamam
Por ti minha gente leal

Posted in Poesia e Literatura | Com as etiquetas : | 5 Comments »