Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro

Orgão da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa

Archive for Fevereiro, 2009

Barragem vai criar 1700 postos até 2013

Posted by ntmad em 18 02 2009

Do “JN online” transcrevemos:

por Eduardo Pinto

A barragem do Baixo Sabor, que está a ser construída em Torre de Moncorvo, é um investimento que vai ajudar a combater a crise. É a convicção do primeiro-ministro, José Sócrates, que ontem visitou o local.

O chefe do Governo baseia-se em números: 300 pessoas e 42 empresas estão, neste momento, envolvidas nos trabalhos. A obra começou em Setembro de 2008, deve acabar em 2013, e no auge da empreitada estarão ali ocupadas 1700 pessoas e mais de 100 empresas. “Isto significa que esta barragem está a dar mais oportunidades de emprego”, frisou Sócrates, acrescentando as “oportunidades de actividade para as empresas portuguesas”. “É com estes investimentos que se combate a crise”, rematou.

A construção da barragem não foi propriamente um processo fácil, com sucessivos contratempos, muito deles provocados pela Plataforma Sabor Livre, que reúne várias associações ambientalistas, e que sempre se bateu contra o aproveitamento hidroeléctrico por destruir o que dizem ser o último rio selvagem da Europa.

Recorde-se que as obras estiveram paradas durante o mês passado, devido a uma providência cautelar interposta pela Plataforma junto do Tribunal Administrativo e Fiscal de Mirandela, acção que viria a ser rejeitada, a 27 de Janeiro, pelo mesma tribunal.

O presidente da EDP, António Mexia, realçou, ontem, a luta travada nos últimos dez anos para conseguir avançar com um empreendimento que vai “aumentar em mais de 20% a capacidade de armazenagem de água em Portugal e duplicar as reservas do Douro”. Daí que o ministro da Economia, Manuel Pinho, lhe tenha atribuído o epíteto de “mãe de todas as barragens”, entre as dez do novo plano do Governo.

Por outro lado vão ser investidos “mais de 60 milhões de euros” num plano de minimização do impacto ambiental na região abrangida pela albufeira. Não admira que o presidente da Câmara de Moncorvo, Aires Ferreira, sublinhasse que “não há memória de um tão grande conjunto de investimentos no distrito de Bragança”.

Sobre a barragem do Tua, cuja fase consulta pública do Estudo de Impacto Ambiental termina hoje, António Mexia prometeu que a EDP vai “respeitar” a realização de um referendo em Mirandela sobre a continuidade da linha ferroviária do Tua – parte dela será submersa caso a barragem seja construída. Mas afirmou que não vê interesse numa alternativa ferroviária àquela via, cuja beleza vive da paisagem que dela se desfruta. “Se pusessem um ferrovia sem vista não percebo qual seria o interesse”, disse. 

 

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Palhestras de Mirandés

Posted by ntmad em 13 02 2009

L Porsor Amadeu Ferreira stará die 14 de Febreiro. a las 15:30 na Scuola Francisco Arruda a dar la 2ª palhestra de 2009.
Cuntinará a falar de la Lhéngua subre l tiempo que bai zde 1880 a 1940, an special subre José Leite Vasconcelos i las sues fuontes mirandesas.

Ls mirandeses i outras pessonas antressadas ténen nestas palhestras ua buona ouportunidade de oubir falar de la nuossa lhéngua, de melhorar ls coincimientos, de ancuntrar amigos i cumbersar an mirandés.
L Porsor Amadeu alhá spera por todos.

Francisco Domingues

Nota: La scuola Francisco Arruda, queda na Calçada da Tapada, nº 152 an Alcántara, Lisboa. Ye lhougo a seguir l Pabilhon de l’ Ajuda
http://frolesmirandesas.blogspot.com/2009/02/palhestras-de-mirandes.html

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Aquele castanheiro !…

Posted by ntmad em 9 02 2009

Naquela volta apertada do caminho, bem junto ao ribeiro,
Lá estava ele, aquele velho tronco negro, já queimado!…
Ainda erecto e com nobreza!… foi morto, fulminado
Por um raio!… Era um secular e majestoso Castanheiro!…

Ali, com saber e carinho, foi plantado por obreiro!
Cresceu!… fez-se grande!… com amor foi tratado!…
Acordou verde na Primavera!… por vendavais foi fustigado!
Estios abrasadores!… noites frias de luar, em Janeiro!

Alguém, passando perto, cravou nele aquele machado!…
De que ele sentiu o ferro até ao mais fundo da alma!…
Não, não chorou!… mas tornou de sangue aquele ribeiro!

Com que nobreza mostra os restos do seu passado!
Como é de saudade a água que no ribeiro corre calma!
Como me assemelho a ti, meu velho Castanheiro!…

José Agostinho Fins
Agrochão – Vinhais
(fins.707@gmail.com)

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Consultório médico

Posted by ntmad em 7 02 2009

O nosso associado, Prof. Doutor Fernando de Carvalho Araújo, Catedrático Jubilado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa e Infecciologista pela Ordem dos Médicos, responderá, de maneira simples, concisa e coloquial, às perguntas, sobre DOENÇAS INFECCIOSAS, que os associados da CTMAD e seus familiares lhe queiram dirigir. Para tal, deverão fazer chegar as suas perguntas à CTMAD, Campo Pequeno, 50-3º E, 1000-081 Lisboa ou a ctmad.lisboa@gmail.com

M. M. E. Cruz (Lisboa), pergunta:

A chamada “Febre da Carraça” só se apanha quando as pessoas contactam com os cães portadores daqueles parasitas? É que eu tenho uma sobrinha, recentemente internada num hospital de Lisboa, com esta doença e, todavia, ela nunca lidou, de perto ou de longe, com aqueles animais!… Como se explica isso?

R – A “Febre da Carraça” é uma doença endémica (isto é: uma doença infecciosa, mas não contagiosa de pessoa a pessoa, existente, com relativa frequência, em determinadas regiões e países, sobretudo da zona mediterrânica, na qual, em certa medida, Portugal está incluído.

No nosso País, esta doença designa-se (em termos médicos) por Febre Escaro-Nodular (F.E.N.), em sinal de homenagem ao grande médico Higienista Dr. Ricardo Jorge, notável especialista que lhe dedicou uma atenção de imenso relevo, e que lhe deu esse nome mercê de duas características clínicas, muito sugestivas, presentes na pele dos doentes com F.E.N.: um exantema (erupção cutânea) nodular, constituído por pequenos nódulos, de tom rosado, generalizado por toda a superfície do corpo, abarcando, inclusivamente, o couro cabeludo, a palma das mãos e a planta dos pés e (a outra característica) uma escara, de cor escura – a chamada “mancha negra” – rodeada por um halo inflamatório, avermelhado, correspondente ao local da pele onde a carraça “picou”, a qual (escara) é, no entanto, de aparecimento inconstante (observa-se, apenas, em 30-40% dos casos), e pode ser múltipla.

Acompanhando estes sinais clínicos, existem, quase sempre, febre elevada (39-40ºC), violentas dores de cabeça, dos músculos e das articulações e congestão ocular.

A doença é provocada por um microrganismo bacteriano, da família das Rickettsias, que infecta as carraças (sem que elas adoeçam) e a transmitem à espécie humana, por picada ou mordedura.

Passando, agora, ao cerne da sua questão, gostaria de a informar de que (por um lado) os cães não são os únicos animais susceptíveis de serem parasitados por carraças. Com efeito, estes aracnídeos podem, igualmente, parasitar (além dos cães afectivos ou domésticos), cães e gatos “vadios”, “porquinhos-da-índia”, carneiros, cabras e ovelhas, coelhos bravos e caseiros, lebres, raposas, lobos e, até, certas aves; e (por outro lado) podem “vaguear” livres, na Natureza, enquanto buscam (ao acaso) qualquer “hospedeiro” de sangue quente (e, por conseguinte, o próprio Homem), para a ele se “agarrarem” e o “morderem” e, assim, lhe sugarem o sangue, que é o principal alimento que lhes assegura a sobrevivência. As carraças são, por isso mesmo, chamadas de artrópodes hematófagos.

Essas carraças errantes (infectadas com a tal Rickettsia – o agente microbiano que provoca a F.E.N. no Homem) sobem às árvores, caem no chão, “frequentam” os parques, as tapadas, as matas, os campos e os bosques, os jardins com relva e árvores (das grandes moradias e estâncias de veraneio), “fazendo pela sua vidinha”, na procura das “vítimas”, que, alheadas do risco que correm, se lhes tornarem mais acessíveis, como sucede com os caçadores, os fãs dos piqueniques ou dos churrascos ao ar livre, os pastores, os militares acampados, os praticantes de caravanismo “selvagem”, etc., etc.

 

 

A. P. Morais (Vila Real), pergunta:

As acentuadas alterações climáticas, trazendo para as nossas latitudes temperaturas mais elevadas, podem aumentar a ocorrência e propagação de doenças infecciosas?

R – Na minha resposta à sua interessante e oportuna pergunta, bastaria reproduzir “tim-tim por tim-tim”, o seu respectivo texto, substituindo, unicamente, o ponto de interrogação final (?) por um ponto de exclamação (!).

Na realidade, como (até finais do séc. XXI) se presume que a temperatura ambiental média, do nosso planeta, deverá aumentar entre 1,5ºC e 3,5ºC, nunca foram tão verdadeiras as “profecias” anunciadas pelos Infecciologistas e Epidemiologistas de todo o Mundo, quando consideraram que as consequências desse fenómeno – a elevação da temperatura global – poderiam ser dramáticas para certas regiões e certos países.

Com efeito, conforme, hoje, se admite, essa alteração climática provocará (se não for contida a tempo) uma notável modificação no comportamento biológico dos animais vectores que transportam, em si próprios, os agentes microbianos infectantes pré-existentes (e predominantes) em latitudes distantes, como sucede relativamente a certas doenças infecciosas graves, como a Febre-amarela, o Dengue, a Febre do Nilo Ocidental e as infecções causadas pelos Hantavirus.

Parafraseando o distinto e ilustre Infecciologista português, Prof. Henrique Lecour, “Um mundo mais quente será, certamente, um mundo mais doente”.

NOTA: Sempre que os leitores entendam não ter ficado esclarecidos sobre as questões que apresentaram, não hesitem em comunicar, outra vez, connosco.

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EDITORIAL – Um ano chegou ao fim. Outro se segue na seta do tempo

Posted by ntmad em 5 02 2009

Antes do mais, os meus votos de um Bom Ano para todos os leitores e seus familiares.

Foi há cerca de 10 meses e meio que assumimos a grande responsabilidade pelos destinos da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Sabíamos não ser fácil pegar e continuar a obra que a anterior Direcção levara a cabo. Por esse motivo, hierarquizámos objectivos, estabelecemos rumos, repartimos tarefas e seguimos em frente com a consciência das dificuldades, mas ao mesmo tempo com a autoconfiança necessária para as vencer com a sinergia resultante de um trabalho verdadeiramente cooperativo em que numa interdependência positiva, todos e cada um por si foram responsáveis pela qualidade do trabalho produzido. Os factos «falam» por si.

Prevendo os Estatuto que as reuniões da Direcção sejam quinzenais, deveríamos ter realizado no ano que findou cerca de 19 reuniões. Ora a Direcção reuniu 32 vezes e com uma média de presenças dos seus membros de 82 % e, em algumas das reuniões, com a presença de membros de outros órgãos sociais e de associados cuja presença se reclamava pela natureza das tarefas a levar a cabo.

Ao longo destes 10 meses e meio foram realizadas para cima de 45 actividades, o que dá uma média de mais de 4 actividade por mês, ou seja de mais de uma actividade por semana. Conta-se, evidentemente, com tudo o que aconteceu na nossa Casa, dentro ou fora da sua Sede.

Temos a consciência tranquila pelo dever cumprido, o que não significa que não estejamos conscientes que é sempre possível fazer-se mais. Todas as actividades, independentemente do local e dos protagonistas, foram importantes e contribuíram, no seu todo, não só para o enriquecimento cultural e humano de muitos associados, mas também para que o número dos que pagam as quotas tenha aumentado cerca de 15 % em menos de um ano, o que é bom. Conseguimos, graças ao dinamismo introduzido na nossa Casa, valorizar a Sede, com a melhoria substancial introduzida nas instalações sanitárias e na cozinha, o que permitiu uma reanimação da zona de convívio da Casa com actividades tão diversas como tertúlias quinzenais e almoços e jantares de confraternização. Mas, por outro lado, valorizámos também o património da Sede, com a aquisição de um data show que já desempenhou o seu papel fundamental, não só no excelente debate que ocorreu em torno do desenvolvimento sustentável do Vale do Tua, mas também na excelente apresentação multimédia apresentada pelo Dr. Altino Cardoso e ainda na tertúlia cultural moderada pelo Dr. António Chaves que se antevê mobilizadora de cada vez mais associados interessados no desenvolvimento sustentado da nossa região.

Na sempre angustiante questão da nova Sede, os ventos que sopram dos lados da Câmara Municipal trazem boas notícias: Já foi ultrapassada a fase de discussão pública do novo loteamento sem que houvesse qualquer contestação ou levantamento de problemas que ferissem os nossos interesses, mas o «apetite» devorador de grandes poderios económicos na mais valiosa área de Portugal para a qual a nossa nova Sede está prevista leva-nos a ser prudentes e a não «cantar de galo» antes de «o preto no branco» se concretizar.

Adivinha-se um ano complicado para o nosso país e não só. É natural que a crise se venha a reflectir na nossa Instituição, mas se ela puder contar com o apoio de todos os seus associados, a começar pelo pagamento atempado das suas quotas deste ano e de anos anteriores se ainda o não fizeram, estamos certos que o nosso «barco» poderá oscilar mas manter-se-á a «bolinar».

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Conhece Vimioso ?

Posted by ntmad em 1 02 2009

por Fernando Lopes Barreira

Fui solicitado pelo Presidente da Direcção da nossa Casa, o Prof. Jorge Valadares, para representar a minha Terra, o meu Concelho de Vimioso, na orgânica da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro

Aceitei de imediato, na esperança de, a pouco e pouco e adentro deste contexto transmontano, poder divulgar as belezas naturais, os costumes, as tradições de Vimioso e dos Vimiosenses espalhados pelos quatro cantos do mundo em que se inserem.

Não é, pois, tarefa fácil pelo pouco tempo disponível. Porém, o bairrismo dos Vimiosenses e as empenhadas ajudas de uns e outros amigos da nossa terra que connosco queiram colaborar, irão contribuir para podermos colocar a nossa Vila nos roteiros turísticos.

Nasci em Vimioso e, há quase meio século, vivo e trabalho em Lisboa.

Porém, nunca perdi os “laços” à minha terra, onde me desloco quase uma vez por mês.

Os dois ou três dias que ali passo em cada mês, fornecem-me as energias necessárias para retomar no quotidiano a minha actividade profissional.

Estranho e pouco comum, enfim, paradoxal, é conhecer muitas pessoas que nas suas férias rumam ao Brasil e outros países da América do Sul e da Europa e até da África, mas não conhecem Trás-os-Montes e a beleza das suas paisagens.

Vimioso situa-se na fronteira com Espanha, próximo de vilas e aldeias portuguesas que reúnem em si belezas naturais absolutamente paradisíacas.

Principalmente os romanos e os fenícios deixaram-nos um património ímpar e rico que se vai desenvolvendo pela fronteira, abrangendo ali bem próximo as cidades de Bragança, Mirando do Douro, Zamora e Salamanca.

A caça, hoje mais escassa que no passado, continua a ser ainda um grande atractivo para os caçadores, apoiada por coutadas que se espalham pela região.

O artesanato, cada vez mais interessante e atractivo, merece o estudo e o interesse dos nossos visitantes pela sua variedade, qualidade e especificidade.

O barro, a madeira, o couro, o vime, o aço e o cobre são as matérias-primas privilegiadas que os artífices locais transformam em peças maravilhosas e artísticas.

Os passeios pedestres pelas ravinas, montes e vales coloridos pelo multicolor da natureza, onde imperam as imensas variedades dos verdes, dos castanhos e dos cinzentos, enquadram a monumentalidade dos pequenos castelos, castros e atalaias, das pontes romanas e dos templos dos quais os romanos e góticos foram seus exímios arquitectos e construtores.

Refiro agora a gastronomia transmontana, cuja base é o porco e a carne de vitela, que denominamos por “Mamona”, de tão tenra parece amanteigada.

Do porco e da caça se fazem as célebres alheiras, os salpicões, os chouriços e os butelos, que são localmente fabricados em regime industrial e artesanal e que fazem as delícias dos bons “garfos”, apreciadores da boa comida.

Vimioso está hoje bem apetrechada por modernas infra estruturas hoteleiras que nos fazem sentir o verdadeiro sabor da terra, ecológico e delicioso.

Saber receber é das mais doces e espontâneas características da cultura transmontana. “Entre por bem, que a nossa mesa está sempre posta”.

Em próximos números iremos detalhar esta pequena introdução à minha terra, que nos levará a concluir que Vimioso vale a pena.

 

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Tomada de posse do Conselho Regional

Posted by ntmad em 1 02 2009

Decorreu no passado dia 11 de Dezembro, a tomada de posse do CR – Conselho Regional.

O salão nobre da Casa foi pequeno para acolher os que a ela se deslocaram para participar ou assistir ao solene acto.

Nos termos estatutários, presidiu ao acto e deu posse aos respectivos conselheiros, o presidente da Assembleia-geral da CTMAD, Prof. Guilhermino Pires coadjuvado pelos vice-presidente e secretária da Mesa, respectivamente Drs. Artur do Couto e Anabela Martins.

Iniciaram-se os trabalhos com palavras proferidas pelos referidos presidente e vice-presidente e ainda pelo presidente da Direcção Prof. Jorge Valadares. Todos eles chamaram a atenção para a importância de que este órgão da CTMAD se reveste, nomeadamente enquanto órgão consultivo da Direcção e fórum interlocutor da Casa com os 35 concelhos que a compõem.

Após os formalismos da tomada de posse, seguiu-se a primeira reunião do CR para eleição da Mesa que há-de dirigir as suas reuniões. Foram eleitos, por largo consenso dos presentes, como presidente, Dr. Duarte Guedes Vaz, de Santa Marta de Penaguião, como vice-presidente, Dr. Serafim de Sousa, de Vila Real e como secretário, José Teixeira Castro, de Chaves.

No final da primeira reunião do CR, seguiu-se um jantar/convívio com representantes dos outros órgãos sociais da CTMAD.

À margem da notícia:

Lamentavelmente, nem todos os concelhos trasmontano/altodurienses se fazem representar no CR.

Esta Direcção não se tem poupado a esforços para atrair associados para o Conselho, contactando inclusivamente os municípios respectivos para que sugerissem elementos que pudessem integrar o CR. Alguns desses contactos deram frutos, outros foram disponibilidades espontâneas de associados, outros ainda resultaram de desafios lançados pela Direcção a outros associados.

Mesmo assim existem municípios que não estão representados no CR. De acordo com o regulamento deste órgão, o número ideal de representantes concelhios deve ser três.

Destacando pela positiva os concelhos que estão plenamente representados, teremos de nos referir a Bragança, Macedo de Cavaleiros, Mogadouro e Vila Real.

Quatro concelhos têm dois representantes, doze são representados por um conselheiro e quinze concelhos não se fazem, ainda, representar no CR.

Foi esta a tónica posta nas intervenções atrás referidas, devendo os conselheiros recém empossados bem como a Direcção da Casa, continuar a demanda na procura de mais elementos para este órgão, enriquecendo-o em qualidade e quantidade.

Fica o apelo.

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“Grande Cancioneiro do Alto Douro” vol. II

Posted by ntmad em 1 02 2009

A Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa promoveu na Sede, em 13 de Dezembro último, a apresentação multimédia do segundo volume do GRANDE CANCIONEIRO DO ALTO DOURO*, do associado Altino Moreira Cardoso, violinista do antigo Grupo de Cantares da Casa. Além de muitas e variadas músicas tradicionais, foram projectadas belas fotos do Douro e importantes dados histórico-literários.

Às cantigas da Vinha do primeiro volume juntam-se agora músicas instrumentais de Tuna, de Natal, de Reis, de Embalar, Rimances (a maior parte medievais), cantigas do Trabalho, Religiosas, Desgarradas (cantigas ao desafio).

Trata-se de um projecto apaixonante, erguido em largos anos, com cerca de 1150 músicas, letras e um grande estudo histórico-literário, em 3 grossos volumes, cada um com 640 páginas.

Do Volume III, a sair brevemente, constará uma análise histórico e literária dos poemas mais valiosos das nossas cantigas, nomeadamente o enquadramento dos vestígios das Cantigas Populares de Amigo medievais nas circunstâncias históricas que, quase providencialmente, ligaram a fundação de Portugal ao Conde D. Henrique (natural da Borgonha e primo de São Bernardo, o implantador de Cister no vale do Varosa e depois em Alcobaça)  e a Egas Moniz, senhor destas terras, em cuja Casa, em Britiande (Lamego), foi criado D. Afonso Henriques (órfão aos 3 anos) e seu filho D. Sancho I.

Acresce ainda que nessa mesma altura foi erigida a Catedral de Santiago de Compostela, cuja força militar está sobejamente documentada na ajuda a Portugal e, culturalmente, na difusão das belíssimas Cantigas do galego-português estudadas nas nossas Escolas – que ainda hoje mantêm vestígios flagrantes de continuidade em muitas letras das nossas cantigas populares, como este Grande Cancioneiro demonstra de modo muito claro.

A presença da Borgonha significa que as melhores castas, tecnologias vitivinícolas e organização empresarial (‘boa cepa’, a Borgonha) vieram com S Bernardo e a Ordem de Cister para o Douro de Egas Moniz, já desde o século XII.

Os ‘vinhos de Lamego’ precederam a saga dos ‘vinhos do Porto’, antes da demarcação da Região, logo que a excelente e abundante produção do vale do Varosa começou a ser comercializada e exportada, através da barra do Douro. Centenas ou milhares de pipas, ainda na Idade Média.

Torna-se evidente que os mosteiros e empresas cistercienses do eixo Lamego-Tarouca assumem um estatuto cultural, económico e patriótico ímpar na História, na Economia, na Gestão do novo Reino e na Cultura de Portugal.

Ainda hoje o espumante Murganheira conserva no seu logotipo a nobre Flor-de-lis do Conde D. Henrique e dos Duques de Borgonha e Reis de França.

Na nossa Terra existe uma Cultura de grande profundidade histórica, em todos os aspectos da actividade humana; e o nosso Douro não é só o vinho, das vinhas saibradas pelos galegos, mas também as suas e nossas belas e milenares cantigas tradicionais.

Divulgar o que é nosso é um Dever de pessoas de cultura e comunicação.

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*Edições Amadora-Sintra

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