Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro

Orgão da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa

Archive for Março, 2009

EDITORIAL – Será que a crise mundial se repercutirá na nossa Casa ?

Posted by ntmad em 28 03 2009

por Jorge Valadares

Realizou-se recentemente a Assembleia-geral em que tivemos oportunidade de fazer uma exposição, em power point, das actividades realizadas no ano passado e de prestar contas perante os associados que se dignaram comparecer.

Tive oportunidade de dizer que apesar de todo o esforço desenvolvido pela Direcção, o saldo positivo com que chegámos ao fim do ano foi bastante reduzido.

É certo que realizámos algumas obras de beneficiação da nossa Sede, mas a razão por que tanta actividade realizada rendeu tão pouco não pode explicar-se totalmente com esse facto. A justificação estende-se, por um lado, à falta de apoios por parte de diversas entidades ligadas à nossa região cujos governantes, com algumas honrosas excepções, têm a insensibilidade de não reconhecer o serviço social valioso que a CTMAD presta a vários transmontanos e alto durienses provenientes dos seus concelhos, como se os filhos dessas terras que tiveram que migrar para Lisboa deixassem de o ser por esse facto. Recusam retirar dos seus orçamentos uns insignificantes 250 euros anuais (ou 500 euros em reduzidos casos) para serem sócios extraordinários desta Associação de Solidariedade que representa na Grande Lisboa toda a região onde eles são responsáveis políticos e administrativos e apoia os naturais de lá e seus familiares aqui residentes. Por outro lado, há que reconhecer que as quotizações, devido ao facto de não variarem há anos, são baixas e com a agravante que só um número demasiado reduzido de associados paga as suas quotas atempadamente.

E é caso para perguntar: se a situação lamentável tem sido esta em tempo de «vacas gordas» como o será agora em tempo de «vacas magras»? Costuma-se dizer que é nos tempos difíceis que a nobreza de carácter mais vem ao de cima. Será que agora, dada a crise em que vivemos, todos nos lembraremos mais da necessidade de sustentabilidade da CTMAD e de ela ter de cumprir a sua grandiosa missão de mitigar o sofrimento daqueles transmontanos e alto-durienses que mais sofrem com ela? O futuro o dirá.

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Processo de rectificação da antiguidade dos associados

Posted by ntmad em 27 03 2009

por António Cepeda

O agraciamento aos sócios mais antigos que a CTMAD instituiu, a partir de 2005, por ocasião das comemorações dos seus aniversários, veio revelar algumas situações irregulares no tocante à definição das datas de admissão dos nossos associados.

Alguns sócios têm-nos apresentado queixas, sustentando as reclamações com a apresentação dos seus antigos cartões de sócio com números de inscrição muito baixos, correspondendo a inegável e assinalável antiguidade.
Configurando-se legítima a aspiração de tais associados em verem repostas, nos ficheiros da CTMAD, as datas de admissão que comprovadamente adquiriram noutros tempos, a Direcção decidiu admitir, para análise, as reclamações que, neste âmbito, os sócios decidirem apresentar, devendo, para o efeito, o pedido de actualização / correcção da data de admissão ser acompanhado de meio de prova justificativo da acção intentada (cartão antigo de sócio, recibo de quota anterior à da data de admissão actual, cópia da ficha de inscrição em arquivo na CTMAD, ou documento considerado equivalente).
Aos sócios cuja correcção da antiguidade venha a ser conferida, mais decidiu a Direcção da CTMAD atribuir-lhes, sempre que possível, a numeração que haviam adquirido primitivamente, ou no caso de tal numeração se achar preenchida, um número tão próximo daquele quanto possível. A tais sócios, a CTMAD convidará ao pagamento de uma quotização extraordinária de 100,00 €, valor este equivalente ao que vem sendo solicitado aos sócios cujas quotas se achem significativamente atrasadas e que pretendam manter a sua condição de associado.
Esta notícia pretende, pois, alertar todos os associados que considerem estar na situação descrita, convidando-os a apresentar os pedidos de reposição de antiguidade que considerem devidos.

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Aumento do valor da quota anual

Posted by ntmad em 27 03 2009

Proposta aprovada na última Assembleia Geral

A Direcção da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa vem, junto dos seus associados, propor um aumento do valor da quota anual, a vigorar apenas a partir do ano de 2010 (inclusive), dentro, portanto, do período do seu mandato, baseando tal proposta num conjunto de argumentos que a seguir submete à consideração da sua massa associativa.

Como é do conhecimento geral a CTMAD tem actualmente cerca de 1.300 associados, dos quais cerca de 200 serão a breve prazo eliminados por não terem respondido ao apelo que recentemente lhes foi endereçado no sentido de regularizarem o pagamento das respectivas quotas com atrasos superiores a 6 anos.

Ao iniciar-se o ano de 2009 ficaremos, assim, com aproximadamente 1.100 associados dos quais, porém, mais de 30% indiciam poder vir a perder a sua condição de sócio no médio prazo por também terem em atraso excessivo o pagamento das devidas quotas.

Assim se demonstra ter a CTMAD um universo de 700 a 800 sócios pagantes ainda que parte deles liquide os seus compromissos com alguma irregularidade.

A receita gerada pela quotização cifra-se assim, em números redondos, na ordem dos 15.000,00 €, como se pode comprovar nas contas dos últimos exercícios, valor este que, sendo a base sobre a qual se sustenta toda a nossa actividade, se verifica ser manifestamente insuficiente para o desenvolvimento daquilo que a Direcção entende ser o mínimo necessário para levar por diante os compromissos assumidos no seu programa de acção para o mandato que lhe foi conferido.

Os aspectos onde a Casa tem sentido as maiores dificuldades em honrar os seus compromissos são:

  • Assegurar, ao seu funcionário permanente, o pagamento regular de todas as prestações mensais que lhe são devidas;
  • Proceder ao pagamento, em tempo, das quotas do condomínio, recentemente acrescidas pela incorporação dos encargos com a manutenção dos elevadores;
  • Dispor de suporte financeiro para a divulgação postal das iniciativas culturais e outras que, por qualquer razão, não tenham podido ser noticiadas, oportunamente, pelo NTMAD;
  • Continuar sem fundos que permitam a aquisição de algum equipamento (informático e multimédia) fundamental, na actualidade, para apoio das nossas actividades;
  • Idem, para aumentar a capacidade de emprateleiramento da Biblioteca e do Arquivo.

A Direcção da CTMAD sente que a constatação desta atrofia financeira fundamenta adequadamente a proposta em apreço, pese embora os esforços que vem fazendo no intuito de diversificar as suas fontes de receita.

Por outro lado, respigando os antecedentes, verificou-se que o último aumento da quota anual se processou em 2003, tendo o valor anterior de 12,50 € (que se vinha então mantendo há cerca de 10 anos), passado para os actuais 20,00 €. Ou seja, no final de 2009, perfar-se-ão 6 anos sem que tenha havido alteração do valor da quota.

Concluindo, julga-se que um aumento de 5,00 €/ano, gerador de cerca de 4.000,00 € de receita adicional, correspondendo a 25% de aumento sobre o actual valor (aproximadamente igual a um acréscimo de 4% em cada ano) será aceitável e razoável quando confrontado com o aumento operado na anterior actualização, propondo-se ainda a manutenção do valor da inscrição nos actuais 5,00 €.

A ser aceite esta proposta, estará aberto o caminho para que, de futuro, se processem aumentos trienais do valor da quota de modo a fazer corresponder tais ajustamentos aos mandatos trienais da Direcção da CTMAD, ajustamentos esses, mais em consonância com o regular aumento do custo de vida.

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Espanhóis dão luz verde a autovia Leão-Bragança

Posted by ntmad em 15 03 2009

De Glória Lopes, do “Jornal de Notícias” online transcrevemos:

Foi dado o primeiro passo, do lado espanhol, para a construção da autovia entre Leão e Bragança. Trata-se de uma via rápida considerada primordial para a ligação àquela região de Espanha assim como ao Norte de França.

O concelho directivo da Associação Autovia Leão/Bragança aprovou um estudo técnico e de viabilidade daquela ligação rodoviária entre Espanha e Portugal, que será entregue à ministra do Fomento espanhola, tendo em vista a inclusão da autovia no Plano Estratégico de Infra-estruturas e Transportes, com prioridade no âmbito internacional.

O desígnio principal da autovia será o desenvolvimento de um novo corredor internacional que ligue o Norte de Portugal (Porto) ao resto da Europa, pela fronteira de Irún, atravessando as regiões de Bragança, Puebla de Sanábria, La Bañeza, Santa Maria del Páromo e Leão. A auto-estrada em causa é considerada indispensável para unir o IP4 (futura A4) aos principais corredores rodoviários espanhóis que, por sua vez, se ligam a França, como é a A-231- AP1- A8 (Leão-Burgos-Vitoria- Irún).

Trata-se de uma via considerada pelos autarcas e alcaides a melhor solução por ser “a mais curta, mais rápida, mais económica e com menor dano ambiental”.

O presidente da Câmara, Jorge Nunes, considera que este eixo transfronteiriço internacional serviria para canalizar, total ou parcialmente, o grande trânsito de mercadorias na comunicação dos principais portos do Noroeste Atlântico (Porto e Vigo) e os da costa do Mar Cantábrico (Gijón-Santander-Bilbao). Aliás, estabeleceria também, através da auto-estrada de Burgos, a ligação com Zaragoza e Barcelona. Perante estes argumentos tem defendido que se trata da configuração de um eixo indispensável, transversal e internacional. A isto junta-se o facto de o itinerário Porto-Irún não contar actualmente com uma eficaz ligação ferroviária. A auto-estrada desejada permitiria ligar quatro linhas ferroviárias, favorecendo assim a intermodalidade.

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