Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro

Orgão da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa

Archive for Junho, 2009

Os fogos no nosso país

Posted by ntmad em 27 06 2009

por Jorge Valadares

Estamos na época do ano em que o Sol, no seu movimento ao longo da eclíptica, está mais próximo do solstício de Verão, ponto pelo qual passará (aproximadamente) no dia 22 de Junho e em que a declinação solar será máxima e igual a ­+ 23º 26’ (seria + 90 º se estivesse acima dos polos ao longo do eixo da Terra, o que é ficção, e é 0 quando está acima do equador).

Embora o Sol esteja mais afastado da Terra no Verão do que no Inverno, no nosso hemisfério terrestre Norte (o que faz confusão a muita gente), devido a esta declinação solar que anda perto do seu valor máximo acima indicado os raios solares incidem mais perpendicularmente e a insolação solar é maior. As temperaturas atmosféricas médias são maiores, a secura da vegetação é maior, é tempo mais propício a fogos. Mas o movimento do Sol em torno da Terra sempre foi muito aproximadamente o que é e, todavia, há umas largas dezenas de anos atrás não se assistia a tantos fogos florestais no nosso país como nas últimas. Tal deve-se ao facto de muitas das ignições serem produzidas por mãos criminosas e mentes doentias e cobardes, pois atacam a indefesa natureza que tanto nos dá e não faz mal a ninguém.

Conheço uma pesquisa científica em que um grupo de colegas estão a tentar, com base em dados estatísticos, modelar a ocorrência de fogos nosso país desde 1987 até 2004. Ainda estão na fase da estatística descritiva e estão conscientes da dificuldade em modelar um fenómeno em que a variável dependente, a área ardida está relacionada com tantas variáveis, como são o tipo de vegetação (fuel), a altitude, a inclinação dos terrenos, a orientação dos mesmos, a densidade populacional da região onde ocorrem, a proximidade a estradas e diversas variáveis climáticas (precipitação, humidade relativa, temperatura máxima).

O número de ignições, o local ou locais onde ocorrem (muitas são quase simultãneas), o tipo de vegetação, a orografia do terreno e as condições de propagação (dependentes das variáveis climáticas) são decisivas.  É gigantesco o drama de vermos desaparecer de repente aquilo que a Natureza levou tanto tempo a criar, de vermos morrer espécies vegetais e animais valiosas, de ver profundas modificações dos ecossistemas, de vermos proliferar pragas e doenças e de produzirmos o aquecimento global do nosso planeta.

Conhecemos dados que apontam para o facto de, entre 1975 e 2007 a área ardida ser cerca de 40 % da área do nosso território. Segundo dados da Direcção Geral dos Recursos Florestais arderam entre 1980 e 2006, uma média de 115 621 hectares por ano, o que corresponde grosseiramente a 200 000 relvados de futebol. Os estudos já efectuados mostram que a área ardida se deve muito mais a um acumular de relativamente pequenos fogos um pouco por todo o lado e não a grandes fogos.  Por exemplo, entre 2000 e 2004 a área ardida foi perto de 1 milhão de hectares, mas não ocorreram mais do que 4 fogos com área ardida superior a 140 000 ha.  Não restem dúvidas a ninguém que as causas artificiais dos fogos têm uma influência enorme e não é por acaso que, por exemplo, um factor que já se provou ter uma correlação positiva com a área ardida é a proximidade a estradas. O estado de abandono em que se encontram os matos é um outro facto lamentável.

Estamos longe de se ter feito tudo o que há a fazer para deixarmos de assistir a esta calamidade e seria importante que na Escola se educasse o povo a amar a Natureza e a cxada um fazer o mais que pode para a perservar.

 

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EDITORIAL – A INTENSA ACTIVIDADE DA NOSSA CASA

Posted by ntmad em 26 06 2009

por Jorge Valadares

No momento em que escrevo este editorial, acabo de chegar da Praça da Figueira onde  terminou uma grande Festa que começou na sexta, dia 29 de Maio ao fim da tarde e terminou hoje, domingo, dia 31, ao fim do dia. Não foi uma Festa qualquer, foi sim um certame que traduziu o cumprimento de uma tradição, durante largos anos interrompida, de várias Casas Regionais das regiões do país com Sede em Lisboa participarem nas tradicionais Festas desta Cidade dedicadas aos santos populares. É esta uma maneira de divulgar na capital todas as valências culturais, sociais e artísticas das regiões do nosso país.

A festa que acaba de terminar foi organizada pela Associação das Casas Regionais em Lisboa (ACRL), sob os auspícios da EGEAC, a quem a Câmara Municipal da capital atribuiu a responsabilidade de levar a cabo as Festas Populares deste ano.

Responderam ao apelo da ACRL para cima de duas dezenas de Casas representando diversas regiões do país, e entre elas esteve a nossa. Se é certo que a CTMAD era a instituição presente que representava a maior região, também é um facto que foi a que apresentou mais grupos musicais, concretamente quatro grupos e só não actuaram cinco porque à última hora um dos que estava previsto actuar não pôde vir por impedimento do respectivo maestro.

Se a Festa do Folar e do azeite que no dia 5 de Abril levámos a cabo na mesma Praça, em colaboração com a Câmara de Lisboa, a Câmara de Mogadouro e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, proporcionou à nossa Casa uma projecção enorme, esta excedeu tal desiderato, pois na noite de sexta, durante o sábado até depois da meia-noite e hoje domingo todo o dia, visitaram o espaço da CTMAD na Praça da Figueira milhares de pessoas, incluindo estrangeiros de diversas nacionalidades.

Elaborámos um folheto – resumo sobre a nossa Casa Regional e colocámos lá alguns produtos regionais de primeira qualidade que os visitantes provaram e compraram. Deste modo milhares de pessoas ficaram a conhecer um pouco mais da nossa região e o que foi ao longo destes quase 104 anos de vida a nossa vetusta Casa. Não nos cansámos de aproveitar a oportunidade para realçar as funções que temos cumprido e a sua importância, bem como apelar à visita da região que representamos.

Esta Festa foi amplamente anunciada no já tradicional folheto sobre as Festas de Lisboa onde um dos pontos altos é o desfile das marchas na Avenida da Liberdade no dia 12 de Junho. Particularmente para os nossos associados, esta Festa foi também anunciada no Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro, o nosso sempre actual jornal online, cuja consulta periódica recomendamos vivamente (endereço: https://ntmad.wordpress.com/).

Vivemos na época em que o  marketing dita leis e não podemos estar à espera, como sucedia antigamente, que sejam as pessoas a virem bater-nos à porta para se fazerem associadas, temos de ser nós que teremos de ir ao encontro das pessoas e mostrar-lhes que produzimos coisas grandiosas, que lhes proporcionamos momentos de alegria e de prazer e que vale a pena serem associadas desta instituição.

Assim, vamos ainda organizar uma vez mais a Festa dos Santos Populares da CTMAD no Domingo dia 28 de Junho e que será mais uma oportunidade para que os nossos associados possam confraternizar, comer, beber e divertirem-se, porque como tradicionalmente se diz «a vida são dois dias» e além disso é dura. Há pois que aproveitar todos os momentos para a tornar mais agradável. Cuidem da «alma», sem excessos para não prejudicar o corpo, que uma vez doente adoece a «alma» (já os filósofos gregos diziam que corpo e «alma» estão ligados). Deste modo, estarão em melhores condições para enfrentar as dificuldades da vida. 

 

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Próximos eventos da CTMAD

Posted by ntmad em 6 06 2009

Convocam-se os sócios da CTMAD, seus familiares e amigos para os próximos eventos:


Noite de Fados


Local – Adega Típica Tia Rosa (fica nas proximidades do Convento do Beato) – Autocarros: 28, 39, 718
Data – dia 20 de Junho (Sábado)
Custo – 20 euros (inclui jantar)
Informações e inscrições na nossa Sede. Lotação limitada


Festa dos Santos Populares da CTMAD


Local – Escola EB2,3 Gago Coutinho (perto da Av. do Aeroporto) – Autocarros: 5, 17, 21, 22, 44, 49, 708, 755
Data – 28 de Junho (Domingo)
Acesso Livre para sócios, seus familiares e amigosa a partir das 10 horas. Informações na nossa Sede.

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