Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro

Orgão da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa

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Surpresa!…

Posted by ntmad em 16 09 2009

 

Surpresa!!?… qual onda plásmica de luz, que meus sentidos

Tocou todos tão intensos!… e me lançando no espaço

Como à procura daquele todo tempo infinito, do teu abraço,

Do teu corpo, onde ecoando ainda que surdos os gemidos!…

 

Prolongaste-me naqueles rubros lábios de ígneo desejo,

Naqueles olhos ternos, abertos para o infinito imenso!…

Fizeste-me eternidade num só oásis, me fazendo tenso,

Incendiado, me absorvendo inteiro, adormecido no teu beijo!…

 

Vem ser, Tu, inteiro e longo poema… em mim rimado verso!!…

Pedaço de vida, sol nascente, lua cheia em noites tormentosas!…

És sonho só no ventre!!… no pensamento és pureza, és verdade!!…

 

Deixa que te envolva numa lágrima, cristalina de universo!…

Passeia-te livre na minha alma… qual perfume de rosas!!….

Não, não sei quem és?!!!… mas já te sinto Saudade!!!…

 

  

JoséAgostinhoFins

(fins.707@gmail.com)

 

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Aquele castanheiro !…

Posted by ntmad em 9 02 2009

Naquela volta apertada do caminho, bem junto ao ribeiro,
Lá estava ele, aquele velho tronco negro, já queimado!…
Ainda erecto e com nobreza!… foi morto, fulminado
Por um raio!… Era um secular e majestoso Castanheiro!…

Ali, com saber e carinho, foi plantado por obreiro!
Cresceu!… fez-se grande!… com amor foi tratado!…
Acordou verde na Primavera!… por vendavais foi fustigado!
Estios abrasadores!… noites frias de luar, em Janeiro!

Alguém, passando perto, cravou nele aquele machado!…
De que ele sentiu o ferro até ao mais fundo da alma!…
Não, não chorou!… mas tornou de sangue aquele ribeiro!

Com que nobreza mostra os restos do seu passado!
Como é de saudade a água que no ribeiro corre calma!
Como me assemelho a ti, meu velho Castanheiro!…

José Agostinho Fins
Agrochão – Vinhais
(fins.707@gmail.com)

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Recado a Agrochão

Posted by ntmad em 4 12 2008

por JoséAgostinhoFins

Agrochão!… Ó bela Aldeia onde vi primeiro do dia a luz!
Berço de almas tantas e generosas; berço da minha Mãe!
Por teus hortos, fontes, idílicos recantos, passou Jesus,
E como desejou ter nascido em Ti, mais que em Belém!…

Linda Aldeia!… onde as casinhas de xisto, são ao Luar
Mais belas!.. aconchegadas em redor da Igreja, (um Primor!)
E aos pés daquele Cabeço, onde o mesmo Jesus está a vigiar,
Pregado naquele madeiro e caído de joelhos naquele andor!

Verdes são os campos na Primavera!  Cinzentos olivais!
Castanheiros frondosos!  Roxos vinhedos outonais!
Fontes cristalinas!… símbolos do Amor e da Saudade!…

Beija-te o sol radioso, quando nasce por detrás da Serra;
Reza contigo a Senhora do Areal!… Ó linda Terra,
Deixa que eu morra em Ti, e descanse no Senhor da Piedade!

Agrochão
(fins.707@gmail.com)

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Senhor dos Passos

Posted by ntmad em 6 08 2008

 

Nesse Vosso olhar divino, profundo, e de Piedade,
Desse Vosso corpo sofrido, humilhado sob o madeiro…
Esse Vosso rosto, divinal pureza, reflecte a ansiedade,
De querer falar a quem Vos olha!… quase Cristo Verdadeiro!…

Olhos e sorriso de frescura magoada e cristalina,
Que infundem uma ternura, uma esperança,
A quem seguro pedindo está graça divina,
Ou está orando pela graça que já se alcança!…

Naquele rosto tão perfeito está estampado
Todo o Universo, em todo o seu esplendor
Como majestoso é aquele corpo caído sobre o Andor!…

Se Cristo Jesus não fora no Calvário crucificado,
Certo seria este Homem, que ali está há longos anos,
Ele Mesmo, que padeceu às mãos cruéis dos Romanos!….

                                         À minha Mãe

José Agostinho Fins
Agrochão – Vinhais

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Senhor da Piedade

Posted by ntmad em 7 06 2008

Lá no alto, pertinho do Céu, naquele singular cabeço,
O Senhor da Piedade, Jesus Cristo crucificado,
Que aquele Povo venera, aquele Povo abençoado,
Que sobe a ladeira, cantando ou rezando o terço!…

Que imagem divina!… majestosa!… tanto do apreço
De almas piedosas, onde infunde claridade,
É este Jesus, Divino Senhor Jesus da Piedade,
Esperança dos Homens!… imagem que não esqueço!…

No seu Dia maior, com rosto suave e clemente,
Vem àquele Encontro, momento supremo e comovente,
De preces sentidas, de emoções, de maior Saudade!…

Ouve-se o silêncio!… vem passando Nossa Senhora!…
Dois rostos Divinos que são de Sol nascente da Aurora!…
No seu Andor, sempre:… Senhor Jesus da Piedade!….

 

                                         À minha Mãe

José Agostinho Fins
Agrochão – Vinhais
(fins.707@gmail.com)

 

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A Mulher Mãe!…

Posted by ntmad em 14 03 2008

por José Agostinho Fins* 

Mulher e Mãe que chora copiosamente aos versos
Que a fome trouxe dura ao canto da Poesia!…
Mulher cujos sentidos sabem não ser só fantasia,
As águas que correm magoadas em leitos adversos!…

Que os ventos sopram duvidosos em diversos
Horizontes, carregados da salsa bruma e maresia,
Que tudo arrasam, tudo queimam… (que ironia!!..),
Os ventos que levam sonhos, pelo tempo só dispersos!…

Mulher cujos olhos meigos para lá do espaço
E do tempo enxergam na alma magoada,
De alguém que sorrindo chora a saudade abrasadora!!…

Mãe, que lágrimas são essas vertidas com embaraço,
Suspensas na Poesia, onde a fome ignóbil é declamada?!!…
Lágrimas!!… essas lágrimas, são sorriso da Divina Senhora!…

______________________________
*Agrochão – Vinhais
(fins.707@gmail.com)

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Banco de Jardim!…

Posted by ntmad em 19 02 2008

por  José Agostinho Fins*

Banco de Jardim onde me recosto e adormeço,
Envolto pelo silêncio do frondoso e verde arvoredo,
Pelo inquieto Pensamento, pelo pranto magoado!!… qual degredo,
A que me amarra a paixão… de quem sonhando não esqueço!…

Desfilando vão as verdes memórias, duras verdades, e desejos,
Sonhos desfeitos, vidas acabadas, quantas surpresas!…
Pensamentos vãos, contos de amor, dolorosas incertezas…
Banco de Jardim!… testemunho inerte de ternuras e beijos!..

Velho tronco, naquele Oásis, naquela madrugada…
(Inscrita no Tempo, marca profunda de Saudade!!…),
Qual Banco de Jardim, onde teus olhos são claridade!…

Banco de Jardim!… quanto segredo, surda mágoa sufocada!…
Fronteira de liberdade, serena prisão, discreta masmorra!…
Banco de Jardim onde me adormeço!…   ou talvez morra!…

*Agrochão – Vinhais
(fins.707@gmail.com)

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