Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro

Orgão da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro de Lisboa

PARE, ESCUTE, OLHE

Publicado por ntmad em 26 10 2009

Após Ainda Há Pastores?, Pare, Escute, Olhe debruça-se sobre o destino da linha ferroviária do Tua e foi o vencedor da Competição Portuguesa do VII Festival Internacional de Lisboa (doclisboa 2009), recebendo os prémios de melhor longa-metragem e melhor montagem, e ainda o Prémio Escolas atribuído por um júri de alunos liceais.

A realização é do repórter de imagem da SIC, Jorge Pelicano, sendo a próxima exibição do filme, no dia 14 de Novembro 2009, em Mirandela.

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NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA, EM LISBOA, DOCUMENTÁRIO SOBRE A REGIÃO DE BARROSO

Publicado por ntmad em 14 10 2009

Na próxima sexta-feira, dia  16, vai ser apresentado no cinema Londres, pelas 20h30m um documentário sobre a região de Barroso. É uma realização de João Botelho, feito por encomenda da estrutura do Norte do Ministério da Educação, com o objectivo de preservação de uma região de vincado património telúrico e humano. Esta apresentação, pela primeira vez em Lisboa, insere-se no VII Festival de cinema a decorrer entre 15 e 25 de Outubro.

Cinema Londres

Título: Para Que Este Mundo Não Acabe

Entrada: 3,5€

Duração: 52 m

António Chaves

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EDITORIAL – Já vemos a luz ao fundo do túnel

Publicado por ntmad em 9 10 2009

Há anos que se vem arrastando o famigerado problema da nova Sede. Nem que o pretendesse, não caberia no espaço razoável deste editorial a descrição de todo o conturbado processo de resolução desse problema que tantas frustações e angústias proporcionou aos actuais e anteriores membros de direcções da nossa instituição.

A CTMAD paga há muitos anos direito de superfície sobre um terreno perto da Torre de Belém que lhe foi doado pela CML exclusivamente para a construção de uma nova Sede, já que não pode alugá-lo ou negociá-lo seja de que forma for e no qual por razões arqueológicas nada pode construir. Pergunta-se: para que serve um terreno destinado a construção onde não se pode construir?

A resposta óbvia a esta questão conduziu à tentativa de trocar com a CML esse terreno por outro no mesmo local, que por sinal era maior e onde (pelo menos antes da doação à nossa Casa por troca…) parecia não haver impedimentos de construção! Só que este processo arrastou-se de uma forma significativamente longa. E porquê? Só quem não quer ver não vê que grandes «forças ocultas» se levantaram contra a referida permuta.

Tenho por mim (mas como não sou adivinho até poderei estar enganado…) que nem de aqui a muitos anos tal permuta se concretizaria…

Mas, como não podíamos viver mais neste sufoco imposto pelas limitações da actual Sede, nem neste sonho que teimava em não se concretizar, após ouvirmos uma plêiade de antigos e esclarecidos associados e obtermos deles o seu apoio, decidimos propor à Assembleia Geral a discussão e aprovação de uma proposta de troca do direito de superfície do referido terreno que nos foi doado e onde não podíamos construir a Sede , não pelo direito de superfície de um outro onde tínhamos um prazo de alguns (perigosamente poucos…) anos para construir uma nova Sede sob pena de ficarmos sem terreno e Sede, mas pelo direito de ocupar um magnífico Palacete num local nobre e central da capital e, para além disso, muito mais acessível à grande maioria dos associados.

Tal proposta foi considerada pelos participantes da Assembleia-geral realista, bem fundamentada e vantajosa, pelo que foi aprovada por todos os associados presentes e foram muitos.

É caso para se dizer: “já vemos a luz ao fundo do túnel”… no que concerne a virmos a ter uma nova Sede. O edifício está de pé e parecem estar criadas todas as condições para o virmos ocupar num prazo relativamente curto.

Mas entretanto, sem o problema da nova Sede resolvido, e com um número de associados que pagam quotas, claramente insuficiente, continuamos a realizar actividades que engrandecem a Casa e correspondem à grandiosidade da sua história.

Assim, levámos a cabo, no passado dia 26 de Setembro, a Festa do 104º Aniversário com uma sessão solene digna e uma ceia apetitosa.

Na primeira, para além do muito merecido agraciamento de alguns associados que persistem nessa condição há muitos anos, tivemos uma justíssima homenagem à muito conhecida figura da cultura que se chama Nadir Afonso, que deixou de ser um vulgar arquitecto para passar a ser um pintor singular. Mas mais do que um grande pintor, ele é também um pensador. As suas ideias, e não apenas a sua pintura, não podem fugir à idiossincrasia da sua personalidade e formação, mas merecem e muito ser analisadas e debatidas.

Dignaram-se estar presentes nessa homenagem o ministro da Administração Interna, Dr. Rui Pereira e o presidente da Câmara Municipal de Chaves, Dr. João Baptista, tendo o Governador Civil de Vila Real, Dr. Alexandre Chaves e o presidente do Município lisboeta, Dr. António Costa, mandado mensagens de justificação das suas ausências e de elogio ao Mestre.

O Prof. Dr. José Henrique Dias, falou da vida e da obra do Pintor.

Na segunda, além de um apetitoso repasto, tivemos o bolo, o espumante e a sempre presente animação emprestada pelos Maranus.

Termino este meu editorial apelando à participação dos nossos queridos associados e associadas nas nossas iniciativas.

O Magusto já está quase à porta e mais uma vez terá lugar nos Maristas, desta feita a 8 de Novembro.

Poderão comprar as saborosas castanhas da nossa terra e celebrar com os vossos familiares o bendito S. Martinho.

Lá estaremos.

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Surpresa!…

Publicado por ntmad em 16 09 2009

 

Surpresa!!?… qual onda plásmica de luz, que meus sentidos

Tocou todos tão intensos!… e me lançando no espaço

Como à procura daquele todo tempo infinito, do teu abraço,

Do teu corpo, onde ecoando ainda que surdos os gemidos!…

 

Prolongaste-me naqueles rubros lábios de ígneo desejo,

Naqueles olhos ternos, abertos para o infinito imenso!…

Fizeste-me eternidade num só oásis, me fazendo tenso,

Incendiado, me absorvendo inteiro, adormecido no teu beijo!…

 

Vem ser, Tu, inteiro e longo poema… em mim rimado verso!!…

Pedaço de vida, sol nascente, lua cheia em noites tormentosas!…

És sonho só no ventre!!… no pensamento és pureza, és verdade!!…

 

Deixa que te envolva numa lágrima, cristalina de universo!…

Passeia-te livre na minha alma… qual perfume de rosas!!….

Não, não sei quem és?!!!… mas já te sinto Saudade!!!…

 

  

JoséAgostinhoFins

(fins.707@gmail.com)

 

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Comemorações do centenário de Trindade Coelho

Publicado por ntmad em 1 09 2009

por José Luís Castor

A Câmara Municipal de Lisboa, através da Direcção Municipal de Cultura (Hemeroteca Municipal de Lisboa), em parceria com a Câmara Municipal de Mogadouro, a Santa Casa da Misericórdia e a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, assinalou em 2008, com continuação neste ano, o centenário da morte do jornalista, escritor e jurisconsulto de Mogadouro, José Francisco Trindade Coelho (1861-1908).

O objectivo tem sido, desde o início, que o programa da evocação reflicta toda a diversidade da vida e da obra de Trindade Coelho, atendendo à sua apurada consciência cívica, que sempre o induziu a uma ampla intervenção no âmbito das áreas profissionais em que desenvolveu actividade.

Trata-se de uma figura incontornável da cultura e das letras portuguesas, cuja vida e obra carece de uma nova abordagem historiográfica e literária. Por outro lado, parte da sua vida decorre em Lisboa, cidade com a qual estabeleceu laços e memórias importantes, plasmadas, por exemplo, na toponímia da cidade, com o Largo Trindade Coelho.

Sobre a programação, foram realizados:

Pela Hemeroteca, uma mostra bibliográfica e documental e um ciclo de colóquios, intitulado Trindade Coelho, Vida e Obra – Cem Anos Depois (1908-2008);

Foram disponibilizados conteúdos informativos sobre Trindade Coelho na Internet, através da Hemeroteca Digital (http://hemerotecadigital.cm-lisboa.pt/);

A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa homenageou Trindade Coelho com uma extracção da lotaria. Foi uma forma extremamente relevante desta instituição se associar às iniciativas, tendo em conta que tem a sua sede no largo com o seu nome. Este foi recentemente sujeito a profundas obras de remodelação e já se procedeu à inauguração do novo espaço, mais uma forma de homenagear Trindade Coelho.

No dia 5 de Abril de 2009, um domingo, ocorreu na Praça da Figueira um relevante evento. Tratou-se da iniciativa “Trás-os-Montes em Lisboa – Homenagem a Trindade Coelho“. Para além da divulgação da Santa Casa da Misericórdia, suas valências e actividades, foi uma oportunidade para se divulgar a Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, que se mostrou totalmente empenhada, com uma disponibilidade total, sujeitando-se a um considerável prejuízo financeiro, sacrifício que é de realçar. Estiveram presentes as várias regiões transmontanas, através da sua gastronomia, do seu artesanato e do seu património.

Houve uma relevante animação, coordenada pela Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro, com actuações de bandas filarmónicas, ranchos folclóricos, venda de produtos regionais, etc. Ali estiveram também em destaque as obras de Trindade Coelho e Mogadouro, através da representação da Câmara Municipal.

Actualmente decorre na Galeria de Exposições Temporárias dos Paços do Concelho a exposição sobre Trindade Coelho “ESTAS INFINITAS SAUDADES…”

Para além da Câmara Municipal de Lisboa, foi extremamente importante o trabalho de parceria desenvolvido por:

Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Câmara Municipal de Mogadouro

Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro.

Sem estas instituições, as iniciativas relativas ao centenário da morte de Trindade Coelho não teriam de forma alguma o brilho que vieram a ter.

Para Setembro estão programadas as seguintes conferências, numa organização da Câmara Municipal de Mogadouro e da Câmara Municipal de Lisboa, através do Grupo de Trabalho para as Comemorações Municipais do Centenário da República:

O Magistério Cívico de Trindade Coelho – No Centenário da Morte do Escritor e da Publicação do Manual Político do Cidadão Português

Por António Valdemar

(Academia das Ciências de Lisboa)

17 Setembro, 19h

Sala do Arquivo dos Paços do Concelho da CML

Trindade Coelho, Jurisconsulto

Por Luís Bigotte Chorão

(Centro de História da Universidade de Lisboa e Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX da Universidade de Coimbra)

24 Setembro, 19h

Sala do Arquivo dos Paços do Concelho da CML

Assim gostaríamos de poder continuar a contar com a presença dos representantes das entidades que connosco têm sido parceiras, pelo que formulamos desde já o convite para a participação.

Mais informações:

 

 

Hemeroteca Municipal de Lisboa – S.A.C.E.

R. de São Pedro de Alcântara, 3

1200-237 Lisboa

T. 213246290

E-mail: jorge.trigo@cm-lisboa.pt 

 

 

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A ASSEMBLEIA GERAL EXTRAORDINÁRIA DA CTMAD

Publicado por ntmad em 31 07 2009

Decorreu na passada Terça-feira, dia 28 de Julho, pelas 21,30 h, a assembleia-geral extraordinária da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro para discutir a proposta da Direcção que constava da Convocatória a seu tempo enviada a todos os associados nos termos estatutários.

Tratava-se, resumidamente, de autorizar a permuta de um terreno em Pedrouços, cedido à CTMAD em regime de direito de superfície por 99 anos, por um palácio no Paço da Rainha, nas mesmas condições e pelo mesmo período.

Com o grande salão da Sede a abarrotar, os participantes debateram e questionaram a Direcção, de forma animada e interessada. A vogal da Direcção Dr.ª Maria de Lourdes Marques e a associada Dr.ª Ana Sara Brito prestaram os esclarecimentos exigidos sempre apoiadas por meios vídeo que permitiram ver a localização e a implantação do referido palácio no contexto da zona e da cidade.

Muitos associados pediram a palavra, expuseram alguns prós e contras, mas no final, quando a Mesa fez votar a proposta, a resposta foi a aprovação por unanimidade e aclamação.

Ter-se-á feito história nessa noite, pois um dossier que tinha sido aberto no tempo do Presidente da Câmara Nuno Abecasis, passou pelas mãos dos Presidentes Jorge Sampaio, João Soares, Santana Lopes e Carmona Rodrigues para finalmente, com o actual edil António Costa, se chegar a uma solução de compromisso que interessa às partes envolvidas.

A Casa ficará instalada num palácio do séc. XIX, vizinho do Palácio Pombeiro, onde está instalada a Embaixada de Itália, do Palacete do Largo do Cabeço de Bola e Quartel da GNR e ainda do Paço Real da Bemposta / Paço da Rainha onde está instalada a Academia Militar.

José Luís Castor

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CTMAD VAI DELIBERAR SOBRE A PERMUTA DO TERRENO DE BELÉM

Publicado por ntmad em 12 07 2009

No dia 28 de Julho de 2009, às 21:00, na sede da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro (Campo Pequeno, 50 – 3º Esq., Lisboa),  realiza-se uma Assembleia Geral Extraordinária, tendo como ponto único da ordem de trabalhos:

Deliberar sobre uma proposta, apresentada pela Direcção da CTMAD, de aceitação de um compromisso, a assinar com a Câmara Municipal de Lisboa, tendente ao estabelecimento de uma permuta do lote de terreno com a área de 1.089m2 sito no quarteirão definido pela Av. da Índia, Av. Torre de Belém, R. das Hortas e R. da Praia do Bom Sucesso da propriedade da CTMAD, com um imóvel, sito no Paço da Rainha, da propriedade da Câmara Municipal de Lisboa.

 

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Os fogos no nosso país

Publicado por ntmad em 27 06 2009

por Jorge Valadares

Estamos na época do ano em que o Sol, no seu movimento ao longo da eclíptica, está mais próximo do solstício de Verão, ponto pelo qual passará (aproximadamente) no dia 22 de Junho e em que a declinação solar será máxima e igual a ­+ 23º 26’ (seria + 90 º se estivesse acima dos polos ao longo do eixo da Terra, o que é ficção, e é 0 quando está acima do equador).

Embora o Sol esteja mais afastado da Terra no Verão do que no Inverno, no nosso hemisfério terrestre Norte (o que faz confusão a muita gente), devido a esta declinação solar que anda perto do seu valor máximo acima indicado os raios solares incidem mais perpendicularmente e a insolação solar é maior. As temperaturas atmosféricas médias são maiores, a secura da vegetação é maior, é tempo mais propício a fogos. Mas o movimento do Sol em torno da Terra sempre foi muito aproximadamente o que é e, todavia, há umas largas dezenas de anos atrás não se assistia a tantos fogos florestais no nosso país como nas últimas. Tal deve-se ao facto de muitas das ignições serem produzidas por mãos criminosas e mentes doentias e cobardes, pois atacam a indefesa natureza que tanto nos dá e não faz mal a ninguém.

Conheço uma pesquisa científica em que um grupo de colegas estão a tentar, com base em dados estatísticos, modelar a ocorrência de fogos nosso país desde 1987 até 2004. Ainda estão na fase da estatística descritiva e estão conscientes da dificuldade em modelar um fenómeno em que a variável dependente, a área ardida está relacionada com tantas variáveis, como são o tipo de vegetação (fuel), a altitude, a inclinação dos terrenos, a orientação dos mesmos, a densidade populacional da região onde ocorrem, a proximidade a estradas e diversas variáveis climáticas (precipitação, humidade relativa, temperatura máxima).

O número de ignições, o local ou locais onde ocorrem (muitas são quase simultãneas), o tipo de vegetação, a orografia do terreno e as condições de propagação (dependentes das variáveis climáticas) são decisivas.  É gigantesco o drama de vermos desaparecer de repente aquilo que a Natureza levou tanto tempo a criar, de vermos morrer espécies vegetais e animais valiosas, de ver profundas modificações dos ecossistemas, de vermos proliferar pragas e doenças e de produzirmos o aquecimento global do nosso planeta.

Conhecemos dados que apontam para o facto de, entre 1975 e 2007 a área ardida ser cerca de 40 % da área do nosso território. Segundo dados da Direcção Geral dos Recursos Florestais arderam entre 1980 e 2006, uma média de 115 621 hectares por ano, o que corresponde grosseiramente a 200 000 relvados de futebol. Os estudos já efectuados mostram que a área ardida se deve muito mais a um acumular de relativamente pequenos fogos um pouco por todo o lado e não a grandes fogos.  Por exemplo, entre 2000 e 2004 a área ardida foi perto de 1 milhão de hectares, mas não ocorreram mais do que 4 fogos com área ardida superior a 140 000 ha.  Não restem dúvidas a ninguém que as causas artificiais dos fogos têm uma influência enorme e não é por acaso que, por exemplo, um factor que já se provou ter uma correlação positiva com a área ardida é a proximidade a estradas. O estado de abandono em que se encontram os matos é um outro facto lamentável.

Estamos longe de se ter feito tudo o que há a fazer para deixarmos de assistir a esta calamidade e seria importante que na Escola se educasse o povo a amar a Natureza e a cxada um fazer o mais que pode para a perservar.

 

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EDITORIAL – A INTENSA ACTIVIDADE DA NOSSA CASA

Publicado por ntmad em 26 06 2009

por Jorge Valadares

No momento em que escrevo este editorial, acabo de chegar da Praça da Figueira onde  terminou uma grande Festa que começou na sexta, dia 29 de Maio ao fim da tarde e terminou hoje, domingo, dia 31, ao fim do dia. Não foi uma Festa qualquer, foi sim um certame que traduziu o cumprimento de uma tradição, durante largos anos interrompida, de várias Casas Regionais das regiões do país com Sede em Lisboa participarem nas tradicionais Festas desta Cidade dedicadas aos santos populares. É esta uma maneira de divulgar na capital todas as valências culturais, sociais e artísticas das regiões do nosso país.

A festa que acaba de terminar foi organizada pela Associação das Casas Regionais em Lisboa (ACRL), sob os auspícios da EGEAC, a quem a Câmara Municipal da capital atribuiu a responsabilidade de levar a cabo as Festas Populares deste ano.

Responderam ao apelo da ACRL para cima de duas dezenas de Casas representando diversas regiões do país, e entre elas esteve a nossa. Se é certo que a CTMAD era a instituição presente que representava a maior região, também é um facto que foi a que apresentou mais grupos musicais, concretamente quatro grupos e só não actuaram cinco porque à última hora um dos que estava previsto actuar não pôde vir por impedimento do respectivo maestro.

Se a Festa do Folar e do azeite que no dia 5 de Abril levámos a cabo na mesma Praça, em colaboração com a Câmara de Lisboa, a Câmara de Mogadouro e a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, proporcionou à nossa Casa uma projecção enorme, esta excedeu tal desiderato, pois na noite de sexta, durante o sábado até depois da meia-noite e hoje domingo todo o dia, visitaram o espaço da CTMAD na Praça da Figueira milhares de pessoas, incluindo estrangeiros de diversas nacionalidades.

Elaborámos um folheto – resumo sobre a nossa Casa Regional e colocámos lá alguns produtos regionais de primeira qualidade que os visitantes provaram e compraram. Deste modo milhares de pessoas ficaram a conhecer um pouco mais da nossa região e o que foi ao longo destes quase 104 anos de vida a nossa vetusta Casa. Não nos cansámos de aproveitar a oportunidade para realçar as funções que temos cumprido e a sua importância, bem como apelar à visita da região que representamos.

Esta Festa foi amplamente anunciada no já tradicional folheto sobre as Festas de Lisboa onde um dos pontos altos é o desfile das marchas na Avenida da Liberdade no dia 12 de Junho. Particularmente para os nossos associados, esta Festa foi também anunciada no Notícias de Trás-os-Montes e Alto Douro, o nosso sempre actual jornal online, cuja consulta periódica recomendamos vivamente (endereço: http://ntmad.wordpress.com/).

Vivemos na época em que o  marketing dita leis e não podemos estar à espera, como sucedia antigamente, que sejam as pessoas a virem bater-nos à porta para se fazerem associadas, temos de ser nós que teremos de ir ao encontro das pessoas e mostrar-lhes que produzimos coisas grandiosas, que lhes proporcionamos momentos de alegria e de prazer e que vale a pena serem associadas desta instituição.

Assim, vamos ainda organizar uma vez mais a Festa dos Santos Populares da CTMAD no Domingo dia 28 de Junho e que será mais uma oportunidade para que os nossos associados possam confraternizar, comer, beber e divertirem-se, porque como tradicionalmente se diz «a vida são dois dias» e além disso é dura. Há pois que aproveitar todos os momentos para a tornar mais agradável. Cuidem da «alma», sem excessos para não prejudicar o corpo, que uma vez doente adoece a «alma» (já os filósofos gregos diziam que corpo e «alma» estão ligados). Deste modo, estarão em melhores condições para enfrentar as dificuldades da vida. 

 

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Próximos eventos da CTMAD

Publicado por ntmad em 6 06 2009

Convocam-se os sócios da CTMAD, seus familiares e amigos para os próximos eventos:


Noite de Fados


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Local - Adega Típica Tia Rosa (fica nas proximidades do Convento do Beato) – Autocarros: 28, 39, 718
Data - dia 20 de Junho (Sábado)
Custo - 20 euros (inclui jantar)
Informações e inscrições na nossa Sede. Lotação limitada


Festa dos Santos Populares da CTMAD


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Local - Escola EB2,3 Gago Coutinho (perto da Av. do Aeroporto) – Autocarros: 5, 17, 21, 22, 44, 49, 708, 755
Data - 28 de Junho (Domingo)
Acesso Livre para sócios, seus familiares e amigosa a partir das 10 horas. Informações na nossa Sede.

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